Dilma vai pedir ao STF acesso a depoimentos de ex-diretor da Petrobras

PGR alega que os depoimentos devem ser mantidos sob sigilo até que eventual denúncia seja aceita pela Justiça. Mas governo vai insistir junto ao STF. "Quero ser informada se no governo tem alguém envolvido"

A presidenta Dilma Rousseff (PT) informou nesta sexta (19) que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso aos depoimentos prestados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Polícia Federal (PF). Mediante acordo de delação premiada, Costa citou nomes de políticos que teriam recebido propina de esquema de corrupção na estatal, apurado na Operação Lava Jato, deflagrada pela PF em março deste ano.

O pedido vai ser encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF. “Eu quero saber. Não é possível que a revista Veja [que publicou reportagem sobre o assunto] saiba alguma coisa e o governo não saiba quem está envolvido. Quero ser informada se no governo tem alguém envolvido”, disse Dilma, afirmando que não vai tomar nenhuma medida “baseada no disse-me-disse”.

O governo já havia pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) acesso às declarações de Costa. A solicitação foi negada. A PGR alegou que os depoimentos devem ser mantidos sob sigilo até que eventual denúncia seja aceita pela Justiça.

A presidente voltou a criticar o vazamento de informações, que, segundo ela, compromete as provas, o que pode impedir a condenação e aumentar impunidade. “Não reconheço na revista Veja, nem em nenhum outro órgão de imprensa o status que tem a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação. Eu não pré-julgo e não comprometo a prova”, concluiu Dilma.

 

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