Dilma sobrevoa áreas atingidas por chuvas no Rio Grande do Sul

De acordo com a Defesa Civil do estado, 168 municípios foram afetados pelas chuvas, 2.392 pessoas estão desalojadas e 558, desabrigadas. Pelo menos três pessoas morreram, outra está desaparecida

A presidenta Dilma Rousseff sobrevoou hoje (19) as áreas atingidas pelas chuvas em Uruguaiana, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Dilma e o governador do estado, Tarso Genro, saíram da capital, Porto Alegre, às 9h15 e chegaram à região por volta das 10h30. Eles sobrevoaram durante cerca de dez minutos os 12 bairros atingidos pelas chuvas que castigam o Rio Grande do Sul desde o final de junho.

Após o sobrevoo, a presidenta e o governador se reuniram com prefeitos da região para discutir as condições da população prejudicada pelas chuvas. Na reunião, devem ser anunciadas medidas de emergência e auxílio aos municípios.

Durante o encontro, a presidenta disse aos prefeitos que. passada a situação de emergência, é preciso focar na recuperação dos serviços essenciais. Dilma também fez um balanço das ações do governo federal e pediu que os prefeitos, durante a reconstruçãodos municípios, deem prioridade a ações de prevenção.

“A experiência demonstra que a ação de prevenção, ela é mais eficiente neste momento. Por quê? Porque as pessoas foram retiradas do local, viram concretamente como é que [essa situação] pode afetar a elas e a suas famílias. Então, é um momento para tomar providências,” disse ela.

“Eu perguntei a um prefeito: prefeito, quando é que houve uma enchente desta proporção? Ele me disse que, em 1982, houve enchente 1,40 metro acima desta cheia. De qualquer jeito, isso mostra é que ela é cíclica, ou seja, que vai se repetir. E se ela vai se repetir, nós temos tomado medidas para que ela não se repita. Daí a importância da ação de prevenção,” completou Dilma.

De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 168 municípios foram afetados pelas chuvas. Destes, 138 estão em situação de emergência e dois em estado de calamidade pública. A Defesa Civil informou que 2.392 pessoas estão desalojadas, 558, desabrigadas. Ainda segundo o órgão, três pessoas morreram e uma está desaparecida.

Após cumprir agenda oficial em Uruguaiana, Dilma retorna a Porto Alegre e, em seguida, volta para Brasília.

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