Dilma Rousseff volta a defender presidente da Petrobras

Dilma declarou que Graça Foster tem "méritos inequívocos" e que não a julga com base em "avaliações questionáveis". A presidente da Petrobras pode ter bens bloqueados por determinação do TCU

Candidata à reeleição, a presidenta Dilma Rousseff (PT) voltou a defender, nesta segunda-feira (11), a presidente da Petrobras, Graça Foster. Sobre a possibilidade da dirigente  da estatal ter os bens bloqueados pelo Tribunal de Contas da União (TCU),  Dilma disse que não fará nenhum julgamento sobre Graça com base em "avaliações questionáveis".

A decisão sobre bloqueio de bens deve ser tomada nos próximos dias pelo TCU, que conduz um processo para apuração de supostos prejuízos da estatal na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Dilma disse ainda que vê uma politização do caso.

“Acho gravíssimo politizarem uma discussão desse tipo e não acho muito responsável. Espero que não se faça política nesse assunto, porque a Petrobras é a maior empresa desse país e a Maria das Graças tem méritos inequívocos. Não há dúvida disso e não é só a minha avaliação, mas a avaliação de entidades internacionais e do próprio mercado”, respondeu Dilma, sobre a possibilidade de Foster ser afastada do cargo caso os bens dela sejam bloqueados. As declarações foram dadas em entrevista ao grupo RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação).

Na última sexta (8), Dilma disse que Foster é "íntegra" e criticou eventual bloqueio de bens.

Obras

Dilma afirmou que, se reeleita, uma das questões fundamentais vai ser a simplificação de processos para a construção de obras com o objetivo de reduzir a burocracia. “Não para não fiscalizar, não respeitar o meio ambiente, mas para poder realizar as obras que o Brasil precisa, com a rapidez que o país precisa”. Ela voltou a defender as parcerias público-privadas para obras como as dos aeroportos.

A presidenta disse que o país vive uma situação reativa à crise econômica mundial. “Acredito que estamos construindo a retomada, estamos construindo um novo ciclo de desenvolvimento”. Ela defendeu que o Congresso vote, após as eleições, projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União.

 

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