Dilma Rousseff rejeita crise na base aliada no Congresso

Em entrevista à edição desta semana da revista Veja, presidenta afirmou que perder votações faz parte do processo democrático

Votação da Lei Geral da Copa adiada, aliados cobrando mudanças no Código Florestal, proposta para remarcação de terras indígenas aprovada e ministra do Planejamento, Miriam Belchior, convocada para falar sobre cortes no orçamento na Câmara. Apesar de aliados verem esses fatos como derrotas, a presidenta Dilma Rousseff tem outra interpretação para as movimentações políticas da semana.

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Em entrevista à edição desta semana da revista Veja, Dilma rejeitou que o Palácio do Planalto esteja no meio de uma crise com o Congresso. Para ela, perder ou ganhar faz parte do processo democrático. "Crise existe quando se perde a legitimidade. Você não tem de ganhar todas. O Parlamento não pode ser visto assim. Em alguma circunstância sempre vai emergir uma posição de consenso do Congresso que não necessariamente será a do Executivo", afirmou.

Reforçando discurso feito no meio da semana, Dilma disse que é preciso mudar a política brasileira. Ressaltou que não vai permitir o "toma lá dá cá" no seu governo. "Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo", disse. A presidenta também afirmou que não tem dificuldades em atuar após os oito anos de governo Lula. "Lula teve momentos de gênio na política e um carisma que nunca vi em outra pessoa", disse, lembrando que despachava com ele várias vezes ao dia.

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