Dilma rejeita participar da Olimpíada “numa posição secundária”

Em entrevista, presidente afastada destacou a participação de seu governo e do ex-presidente Lula no esforço de trazer o evento para o país e viabilizar a infraestrutura necessária. "Não pretendo participar da Olimpíada numa posição secundária", afirmou Dilma

A presidente afastada Dilma Rousseff disse em entrevista à Rádio França Internacional que não pretende participar das Olimpíadas "numa posição secundária". Ela destacou a participação de seu governo e do ex-presidente Lula no esforço de trazer o evento para o país e viabilizar a infraestrutura necessária. “Eu não pretendo participar da Olimpíada em uma posição secundária, porque ela é fruto de um grande trabalho do ex-presidente Lula e do grande esforço do governo federal, que viabilizou a estrutura do Parque Olímpico e da Vila Deodoro”, disse Dilma

A petista, porém, fez questão de lembrar que o governo federal não foi responsável pelas obras na Vila dos Atletas. "Quero deixar claro que todas as questões relativas à Vila dos Atletas dizem respeito a uma PPP, parceria público-privada entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o setor privado", afirmou a presidente. Os alojamentos dos atletas vêm sendo alvo de críticas por parte de diversas delegações.

A petista acrescentou que a epidemia de zika vírus "não deve criar nenhum constrangimento no sentido do comparecimento das pessoas" e defendeu que o Rio de Janeiro está preparado para receber o evento. Sobre as ameaças de ataques terroristas durante os jogos, Dilma disse que o país dialoga com as principais unidades de inteligência do mundo e vem adotando todas as medidas de precaução necessárias neste sentido.

"Temos a melhor segurança possível. Além disso, há toda uma tradição no Brasil de afastamento com essa questão do terrorismo. Não temos conflitos étnicos aqui, não temos conflitos religiosos, o clima é melhor. Tenho consciência de que isso não é garantia de que não tenhamos nenhum problema, por isso tomamos todas as precauções necessárias", afirmou a presidente.

Impeachment

Dilma também criticou o que chamou de "surto de misoginia no Brasil" e apontou o machismo como um dos componentes de seu processo de impeachment. "Esse surto de misoginia, junto a esse impeachment sem crime, revela um componente sexista, que se manifesta na avaliação que é sempre feita da presidente, usando estereótipos tais como 'dura, insensível e fria', ou 'histérica, que tem ataque de nervos'", avalia presidente.

Leia a entrevista completa no site da Rádio Francesa Internacional

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