Dilma promete reforma tributária a empresários

Mário Coelho


A pré-candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, comprometeu-se nesta terça-feira (25) a fazer uma reforma tributária caso seja eleita. Durante sabatina realizada para uma plateia de empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a ex-ministra da Casa Civil afirmou que uma nova relação de tributos garante estabilidade e permite que o Brasil cresça de maneira sustentável. Ela foi a primeira a expor suas opiniões. Agora, o tucano José Serra fala. Depois dele, é a vez de Marina Silva (PV).


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Dilma disse que, além da reforma tributária, alguns pontos precisam ser observados na condução da economia. Para a pré-candidata do PT, é preciso garantir a estabilidade macroeconômica e dar prioridade à relação entre dívida e o Produto Interno Bruto (PIB). "Assumo aqui um compromisso com essa reforma, que é essencial, a reforma das reformas. Ao mesmo tempo em que assegura a melhoria da estabilidade, ela permite que o país dê um salto de crescimento sustentável. Isso significa que tem que fortalecer a política de desoneração dos investimentos e da folha de pagamento", disse Dilma.


A ex-ministra da Casa Civil afirmou ainda que pretende desonerar os bens de capital. A intenção dela é que ocorra o aproveitamento imediato de impostos como PIS/Pasep, Cofins e IPI. "Hoje eles vazam e não são considerados. Além do aproveitamento imediato dos créditos, acredito que seja muito importante as outras medidas que impliquem desoneração da cadeia. Que haja desoneração de bens de capital e de todos os elementos que participam dos investimentos e das exportações", disse.


Para o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, a redução dos obstáculos que o país enfrenta para acelerar o desenvolvimento econômico está entre os dois primeiros desafios que o próximo presidente da República deve enfrentar. Hoje pela manhã ele apresentou as prioridades da indústria aos candidatos a Dilma, Serra e Marina Silva. "A competitividade das empresas esbarra na elevada carga tributária, no alto custo do financiamento e na insuficiência dos marcos regulatórios", afirmou, de acordo com a Agência Brasil.

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