Dilma pede apuração sobre bens de Marina Silva

Campanha de Dilma quer que Ministério Público verifique se Marina omitiu bens. A presidenciável do PSB confirmou ter recebido R$ 1,6 mi por palestras, mas alega que declaração de bens à Justiça eleitoral não precisa incluir rendimentos

A coligação “Com a Força do Povo”, encabeçada pela presidente Dilma Rousseff (PT), pediu nesta quinta-feira (4) ao Ministério Público Eleitoral a abertura de uma investigação sobre a declarações de bens da presidenciável Marina Silva (PSB).  Em nota, a campanha de Dilma informou que o objetivo do pedido é verificar se Marina omitiu bens arrecadados com as palestras, que não constam das declarações de bens enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando ela foi registrada na chapa liderada por Eduardo Campos (PSB), de quem era candidata a vice, e após substituí-lo.

A coligação argumenta que, conforme publicado pela imprensa, Marina Silva contabilizou R$ 1,6 milhão por meio de sua empresa, aberta em 2011. E considera que a candidata do PSB informou à Justiça eleitoral que tem R$ 27,9 mil na conta bancária e que a empresa vale R$ 5 mil. No total, a pessebista declarou ter bens que somam R$ 135,4 mil.

A partir do pedido, o MPE pode abrir investigação. Na nota, a coligação diz ainda que, caso seja configurada a omissão de informações nas declarações de bens, o órgão pode instaurar um inquérito criminal eleitoral. “A coligação deixa claro que não se trata de um pedido de impugnação de registro de candidatura”.

A coligação “Unidos pelo Brasil”, de Marina, também emitiu nota para rebater a suspeita. Confirmou que a renda bruta da empresa foi de R$ 1,6 milhão de março de 2011 até junho deste ano.

“Descontadas as despesas [da empresa], incluído o pagamento de impostos, foi auferido, a título de lucros e dividendos, R$ 1.016.247 – o equivalente a um resultado mensal médio de R$ 24.196,36 por 42 meses. Esse total foi utilizado, no período mencionado, exclusivamente para a sobrevivência da candidata e manutenção de sua família, considerando que ela não possuía nenhuma outra fonte de renda que não a de conferencista”, disse a a assessoria, destacando ainda que, segundo a legislação, as declarações exigidas pela Justiça eleitoral se referem aos bens e não a rendimentos. “Os bens da candidata foram devidamente declarados”.

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