Dilma manda PF apoiar investigação sobre morte de cinegrafista

Em sua conta no Twitter, presidenta criticou a violência nas manifestações e disse que morte cerebral de Santiago Ilídio Andrade, atingido por um rojão no Rio, revolta e entristece

A presidenta Dilma Rousseff lamentou hoje (10) a morte cerebral do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, atingido por um rojão durante manifestação no Rio de Janeiro na quinta-feira passada. Em sua conta no Twitter, Dilma disse que determinou à Polícia Federal que apoie as investigações para que seja aplicada a punição cabível aos responsáveis pelo ato de violência.

Dilma afirmou que a morte do cinegrafista "revolta e entristece". "Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas. A liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado", escreveu a presidenta.

Cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, de 49 anos, foi atingido na cabeça por um rojão quando registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus, no Centro do Rio. Ele sofreu afundamento craniano e foi submetido a uma cirurgia. Estava em coma induzido no CTI do Hospital Souza Aguiar. Mas os médicos constataram morte encefálica nesta segunda-feira.

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