Dilma exonera seu “anjo da guarda” no Planalto

Anderson Dorneles trabalhava com a presidente há duas décadas. Ele tinha acesso ao tablet da presidente, transmitia recados da petista a auxiliares, montava planilhas e ainda cuidava de algumas agendas dela

Conhecido como “anjo da guarda” de Dilma Rousseff, o gaúcho Anderson Dorneles foi exonerado do cargo de assessor-especial da Presidência da República. Um dos poucos assessores que tinham acesso direto e irrestrito à presidente, Anderson acompanhava Dilma há duas décadas, desde quando ela trabalhava no governo do Rio Grande do Sul. Ventilada desde o fim do ano passado, a exoneração consta da edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

O assessor tinha acesso ao tablet presidencial, transmitia recados da petista a auxiliares, montava planilhas para a presidente e ainda cuidava de algumas agendas dela. Além disso, participava de viagens oficiais.

O Diário Oficial informa que o cargo de assessor especial do Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento do Gabinete Pessoal da Presidente da República será ocupado por Bruno Gomes Monteiro. De acordo com o despacho, a exoneração foi “a pedido”.

Nota publicada no ano passado pelo site O Antagonista apontou Anderson Dorneles como sócio oculto de um bar no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, reformado para a Copa do Mundo de 2014 pela empreiteira Andrade Gutierrez, uma das investigadas na Operação Lava Jato. O ex-assessor disse a colegas que está deixando Brasília para voltar à capital gaúcha porque pretende se casar e ter nova vida.

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