Dilma evita polemizar com bispos sobre aborto

Candidata, que já se manifestou a favor do direito das mães optarem pelo aborto, prefere agora não falar sobre o assunto

Renata Camargo

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, evitou nesta quinta-feira (19) fazer polêmica a respeito de sua posição sobre a legalização do aborto. Em encontro na Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta manhã, Dilma afirmou que preferiu não discutir com os bispos católicos sobre assuntos "polêmicos" como aborto e união civil entre parceiros do mesmo sexo.

A ex-ministra, que no passado já se posicionou em favor do direito da mãe optar pelo aborto, disse ontem (18) em debate na internet que é pessoalmente contra essa prática. Mas, em entrevista à imprensa, a candidata preferiu não tocar no assunto e afirmou, inclusive, que não irá comentar a respeito da posição do bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que orientou os padres da cidade a pregarem contra a candidata, por ela ter defendido o aborto.

No encontro, Dilma foi recebida pelo presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, pelo vice-presidente dom Luís Soares, e pelo secretário-geral, dom Dimas Lara. À imprensa, a candidata falou sobre o desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida e afirmou que a Caixa Econômica Federal não deve se sentir "vergonha" dos baixos números do programa.

Lançado em março de 2009 e um dos carros-chefe da campanha da ex-ministra da Casa Civil, o programa Minha Casa, Minha Vida se dispõe a construir um milhão de casas populares. Segundo a Caixa, até o momento, apenas cerca de 590 mil imóveis firmaram contrato com o banco. A meta é de 1 milhão de residências.

“A Caixa não devia ficar com vergonha de dizer que entregou menos casas. A Caixa não devia esconder os números. Estranho seria fazer tão rápido”, disse Dilma.

Na tarde de hoje, a ministra segue em campanha no Rio de Janeiro, onde participará do 8º Congresso Nacional dos Jornais.

Dilma passou ontem (18) por exames para acompanhar seu estado de saúde. No ano passado, a candidata se submeteu a um tratamento contra um câncer linfático. Segundo nota divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês, o estado de saúde da ex-ministra é “considerado excelente”.

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