Dilma diz que racismo é “inadmissível” no Brasil

Presidente diz que acertou com ONU e Fifa métodos de combate à discriminação racial e convidou líderes religiosos a expressarem repúdio ao racismo

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste domingo (9) que o racismo no Brasil é “inadmissível”, até porque o país a maior nação negra fora da África. Na semana passada, o jogador de futebol Arouca, do Santos, foi chamado de “macacão” em jogo do Campeonato Paulista, enquanto o árbitro gaúcho, Márcio Chagas, teve seu carro amassado e coberto com cascas de banana ao final de uma partida pelo Campeonato Gaúcho.

Hoje, em mensagens pela sua conta no Twitter, Dilma convidou líderes religiosos de todo o mundo para “enviarem manifestações contra o racismo e pela paz”, para serem lidas durante a Copa. Ela afirmou que negociou com a Fifa e a Organização das Nações Unidas (ONU) métodos de combate à discriminação racial durante o Mundial de 2014, no Brasil.

“Vamos enfrentar o racismo! Acertei com a ONU e a Fifa que a nossa #CopaDasCopas, também será a #Copa pela Paz e a #CopaContraORacismo”, afirmou ela, usando palavras-chaves da rede social, as chamadas “hashtags”.

A presidente disse que o futebol do Brasil “foi manchado pelas cenas de racismo” contra Arouca e Márcio Chagas. “É inadmissível que o Brasil, a maior nação negra fora da África, conviva com cenas de racismo. Márcio e Arouca tem toda a minha solidariedade, assim como de todos os brasileiros.”

No mês passado, em um jogo da Taça Libertadores da América, torcedores do Peru imitaram gestos e sons de macaco para se referir ao jogador Tinga, do Cruzeiro.

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