Dilma diz não ver motivos para CPI da Petrobras

Deputados da base aliada apresentaram pedido de investigação na Câmara na quinta-feira. Na África, presidente afirma que estatal acumula reservas de 14 bilhões

A presidenta Dilma Rousseff afirmou neste sábado (25) que não vê motivos para a criação de uma CPI da Petrobras para apurar prejuízos na empresa. Ela afirmou que o setor petroleiro trouxe as melhores notícias para o país nos últimos anos. “Se você considerar todas as reservas que nós acumulamos desde que a Petrobras começou a explorar petróleo no Brasil, daquela época até hoje, nós acumulamos em torno de 14 bilhões em reservas", disse ela, na Etiópia, segundo a Folha de S.Paulo.

Deputados protocolaram a CPI da Petrobras essa semana após audiência com a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, para ouvi-la sobre negócios que renderam prejuízos à estatal. Na reunião, ela tratou da compra de 50% da refinaria de Pasadena, nos EUA, e da polêmica venda da refinaria na Argentina. Graça Foster disse que, se soubesse que haveria crise americana, a empresa não teria comprado da refinaria americana.

Afirmou ainda que o processo de venda planta argentina não estava fechado com nenhum empresário. Em março, a revista Época publicou documentos mostrando que, antes fora do programa de vendas, a refinaria na Argentina agora estava sendo negociada com Cristóbal López, do grupo Indalo e amigo da presidente da Argentina, Cristina Kirchener. Os valores negociados, segundo a revista, trariam mais prejuízos à Petrobras.

Os deputados protocolaram na Câmara o pedido de criação da CPI para apurar os prejuízos na estatal. Na sexta-feira (24) à noite, a Petrobras anunciou em nota que não mais venderia mais a refinaria na Argentina. Entretanto, a empresa disse que vai continuar com seu “programa de desinvestimentos” para vender parte de seu patrimônio.

A nota da Petrobras

A Petrobras, em referência a esclarecimentos divulgados anteriormente acerca da venda de seus ativos na Argentina, informa que sua Diretoria Executiva apreciou hoje (24/5) o resultado das negociações envolvendo estes ativos e decidiu não aprovar a operação de venda a partir das propostas obtidas.

A Petrobras esclarece ainda que esta decisão não altera seu plano de desinvestimentos, conforme previsto em seu Plano de Negócios e Gestão 2013 – 2017.

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