Governadores aceitam negociar com Congresso volta da CPMF

Em encontro com Dilma, 19 governadores se comprometeram a articular com os congressistas de seus estados a retomada da alíquota de 0,38%, o mesmo percentual extinto em 2007

A presidente Dilma Rousseff jantou, nesta segunda-feira (14), com ministros da equipe econômica, da articulação política e outros 19 governadores da base aliada do PT. Na reunião, procurou convencer os chefes do executivo estadual a tomar a linha de frente das negociações da criação da CPMF no Congresso Nacional. Além da criação do imposto, a proposta é aumentar a alíquota de 0,2% para 0,38%, para que, assim, a arrecadação seja compartilhada com estados e municípios. Segundo reportagem do jornal O Globo, o pedido do governo foi acatado.

De acordo com a publicação, foi função do ministro da Defesa, Jaques Wagner, expor o possível aumento da alíquota a fim de incluir os entes federados. “Olha, tem um caminho. Se vocês negociarem com o Congresso esse plus na alíquota, subindo para 0.38%, aí sim é possível o compartilhamento com estados e municípios”, disse ele na ocasião.

“Aí vai caber a nós a construção desse caminho no Congresso”, concordou o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), considerado peça fundamental na abertura do caminho do ajuste na Casa legislativa.

Diferentemente da CPMF instaurada no passado, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, que era usada para custear gastos com saúde, a releitura do imposto deverá cobrir o rombo da previdência. O governador do Rio de Janeiro, Luis Fernando Pezão, aprovou a ideia. “Eu acho que precisa haver, sim, esse compartilhamento com estados e municípios. Vou defender que a proposta seja alterada. Os estados também tem um déficit de Previdência. Aliás, o grande gargalo do meu governo é a Previdência”, comentou Pezão.

Já a presidente Dilma aproveitou seus momentos de fala para demonstrar positividade diante da guinada oposicionista instaurada após o anúncio das novas medidas do ajuste. “O impacto está sendo muito menor do que alguns projetara”, disse a presidente.

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