Dilma aposta em setor naval para gerar empregos

Em seu programa semanal de rádio, presidenta afirma que objetivo do governo é construir, expandir e modernizar estaleiros brasileiros até 2014

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (28) que o governo pretende intensificar os investimentos na indústria naval. Segundo ela, o objetivo é construir, expandir e modernizar os estaleiros até 2014. Em seu programa semanal de rádio, Dilma declarou que o setor vai transformar o país em grande gerador de empregos. Atualmente o setor gera 60 mil empregos.

“O Brasil vai crescer, não só porque vamos ser ricos em petróleo, mas também porque vamos construir uma sólida e complexa indústria de fornecimento de equipamentos, de bens e também, de prestação de serviços”, destacou. “A grande demanda por plataforma, por sonda que existe em todo o mundo, é dada pela Petrobras por causa da exploração do pré-sal”, complementou.

Na semana passada, Dilma esteve no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), para a entrega do primeiro navio feito com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Petrobras. O navio Celso Furtado foi o primeiro feito por um estaleiro brasileiro nos últimos 14 anos. “Este navio é um marco muito importante na retomada da nossa indústria naval. Estamos agora fabricando navios, fazendo investimentos e criando empregos aqui no Brasil ao invés de exportá-los para outros países.”

Dilma também destacou a participação dos atletas brasileiros nos Jogos Parapan-Americanos, no México. Dos 222 atletas que disputaram o Parapan, 162 recebem o Bolsa Atleta do governo federal, pago pelo Ministério dos Esportes, ressaltou a presidenta.

Leia a íntegra do Café com a Presidenta:

“Apresentador: Olá, eu sou o Luciano Seixas e estou aqui para mais um Café com a Presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta! Tudo bem?

Presidenta: Tudo bem, Luciano. E um bom-dia para todos os nossos ouvintes!

Apresentador: Presidenta, eu queria começar o programa de hoje dando os parabéns aos atletas que representaram o Brasil nos Jogos Parapan-Americanos, no México. Eles tiveram um excelente desempenho, não foi?

Presidenta: Foi sim, Luciano. Nossos atletas deram um show lá em Guadalajara. O Brasil conseguiu mais uma grande conquista no Parapan, ganhamos o primeiro lugar. Foi com muita emoção que eu recebi a delegação brasileira no Palácio do Planalto, na semana passada. Esses atletas, Luciano, mostraram determinação para ultrapassar seus limites e superar, portanto, os preconceitos. Eles são um exemplo para as pessoas com deficiência, e para todos nós. São pessoas que poderiam ter outra história de vida, mas escolheram ser vencedores.

Apresentador: É verdade que muitos desses atletas contam com o apoio do governo, presidenta?

Presidenta: É verdade, Luciano. Dos 222 atletas que disputaram o Parapan, 162 recebem o Bolsa Atleta do governo federal, pago pelo Ministério dos Esportes. É isso que permite a eles treinar, participar de competições e obter vitórias como essa agora no México. O Bolsa Atleta é o maior programa do mundo de apoio direto ao atleta. Os resultados são extraordinários: 80% das medalhas obtidas lá no Parapan foram conquistadas pelos atletas que recebem o Bolsa Atleta.

Apresentador: O encontro da senhora com a delegação do Parapan foi mesmo muito bonito.

Presidenta: Eu senti uma emoção enorme ao cumprimentar cada um dos atletas e cada uma das atletas. Entre eles, o Daniel Dias, que conquistou 11 medalhas de ouro na natação. Desde que nasceu, com má formação nos pés e nas mãos, o Daniel teve o apoio firme de seus pais para viver essa história de superação. Sabe, Luciano, quando o Daniel colocou as medalhas no meu pescoço e me disse que transformou o que era uma limitação numa vantagem, reforcei o compromisso do meu governo de assegurar apoio, de garantir oportunidades para cada uma das pessoas com deficiência desenvolver todo o seu potencial.

Apresentador: Mudando de assunto, presidenta, na sexta-feira, a senhora participou, no Rio de Janeiro, de um evento muito importante para a indústria naval.

Presidenta: É verdade, Luciano. Eu estive no Estaleiro Mauá, lá em Niterói, para a entrega do primeiro navio do PAC para a Petrobras, feito por um estaleiro brasileiro nos últimos 14 anos. O navio que recebeu o nome do nosso grande economista Celso Furtado. Este navio é um marco muito importante na retomada da nossa indústria naval. Estamos agora fabricando navios, fazendo investimentos e criando empregos aqui no Brasil ao invés, Luciano, de exportá-los para outros países. Esse setor é capaz de gerar, não só muitos empregos, mas ele tem o poder de gerar muita riqueza para o Brasil. Os estaleiros, hoje, só para você ter uma ideia, empregam 60 mil trabalhadores, tanto no Rio de Janeiro como em Pernambuco, no Amazonas, no Rio Grande do Sul, na Bahia, em São Paulo e em Santa Catarina. Mas não é só para esses estados que a indústria naval é importante, suas encomendas de peças e equipamentos geram empregos em fábricas de todo o país.

Apresentador: E o Brasil vai continuar investindo na sua indústria naval, presidenta?

Presidenta: Vai sim, Luciano. Até 2014, vamos construir, expandir e modernizar os estaleiros da nossa indústria naval. Já este ano foram centenas de embarcações e cinco novos estaleiros que estão sendo contratados para começar a construir os navios, as plataformas e as sondas. Nunca podemos esquecer que o Brasil já teve, na década 70, o segundo maior parque naval do mundo. Mas, por falta de estímulos do governo, por falta de política industrial que focasse e que desse a importância à geração de empregos para os trabalhadores e as trabalhadoras brasileiras, entrou em declínio e praticamente desapareceu no final dos anos 90. Quando chegou, Luciano, a ter menos de 2 mil trabalhadores. Agora, a grande demanda por plataforma, por sonda que existe em todo o mundo, é dada pela Petrobras por causa da exploração do pré-sal. Não só do pré-sal, mas do pós-sal também, ou seja, de todo o petróleo que há no Brasil. Por isso, o Brasil vai crescer, não só porque vamos ser ricos em petróleo, mas também porque vamos construir uma sólida e complexa indústria de fornecimento de equipamentos, de bens e também, Luciano, prestação de serviços – isso tem a ver com software, com tecnologia da informação – enfim, é o Brasil se movimentando para se transformar num grande gerador de emprego para o povo brasileiro; e emprego de qualidade, Luciano.

Apresentador: Presidenta, nosso tempo chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café.

Presidenta: Olha, Luciano, eu é que te agradeço. Um bom-dia e uma boa semana para todos!”

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!