Dilma admite que governo precisa reduzir ministérios

Em entrevista a Jô Soares, a presidente defende máquina pública atual, mas ressalta que “no futuro” algumas pastas podem ser fundidas

Em entrevista ao apresentador Jô Soares, exibida na madrugada desde sábado (13), a presidente Dilma Rousseff defendeu a atual quantidade de ministérios, mas admitiu que, “no futuro”, algumas pastas deverão ser fundidas. Atualmente, o governo federal mantém 39 ministérios

“Vou dizer: criticam muito porque temos muitos ministérios. Eu acho que teremos de ter menos ministérios no futuro”, disse a presidente no Programa do Jô, exibido pela Rede Globo. “Se você tiver a Pesca com a Agricultura, acho até que no futuro você poderá ter uma situação assim”, admitiu Dilma.

A presidente também voltou a defender o ajuste fiscal, mas negou que a culpa seja do próprio governo. “O Brasil está momentaneamente em problemas e dificuldades, não estruturalmente doente; por isso, simultaneamente ao ajuste fiscal, precisamos fazer investimentos em infraestrutura e manter os investimentos nos programas sociais”, disse Dilma.

“O mundo está no sétimo ano da crise e tanto os Estados Unidos quanto a China não saíram da crise. Nós temos utilizado tudo o que podíamos, como o orçamento da União, que bancou redução de impostos contra cortes em empregos e salários desde 2009; esgotamos tudo o que podíamos, mas a crise durou mais que esperávamos”, ponderou a presidente.

A entrevista durou cerca de 70 minutos e foi realizada na biblioteca da residência oficial da presidente. Ao entrevistador, Dilma reclamou do volume de críticas que vem recebendo atualmente. “É todo dia. Tem horas que exageram um pouco. Pegam pesado. Mas é da atividade pública”, assinalou. “Eu tenho de aceitar que as pessoas não gostem do que eu faço. Tenho de aceitar. Eu não levo no pessoal. Agora, se você quer saber se eu fico triste? Fico, sim. Em algumas horas, eu fico bastante triste. Porque é aquele negócio: ninguém é de ferro”, pontuou.

Dilma ainda disse que era “muito difícil dizer” se ela descumpriu as promessas de campanha. “Tenho ainda um mandato inteiro para cumpri-las”, disse. E, por fim, ela voltou a defender a Petrobras do escândalo de corrupção descoberto pela operação Lava Jato.

“A Petrobrás não pode ser confundida com funcionários que cometeram irregularidades. Ela registrou o balanço, teve as contas aprovadas pela Comissão de Valores Imobiliários do Brasil e na equivalente à comissão nos Estados Unidos, que é a SEC. A Petrobrás está no caminho certo”, pontuou.

 

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