Desvio ético é um dos 13 erros do PT, diz Aécio

Em discurso no plenário, presidenciável tucano aponta problemas na administração petista no governo federal. Para ele, empresas públicas estão em risco

Na esteira dos 33 anos de fundação do PT, em 10 de fevereiro de 1980, o tucano Aécio Neves (PSDB-MG) subiu nesta quarta-feira (20) à tribuna do Senado para apontar, em discurso lido, o que considera os 13 erros dos dez anos de gestão petista na Presidência da República – alusão ao número do PT nas urnas. Provável candidato do PSDB nas eleições presidenciais de 2014, Aécio criticou a “cantilena salvacionista” a que o governo do PT recorre para legitimar os avanços sociais que, em sua opinião, tiveram as bases fundadas no governo anterior, o do correligionário Fernando Henrique Cardoso.

A íntegra do discurso de Aécio Neves

“Qual é o PT que faz aniversário hoje, Senador Pedro Taques? O que condenou com ferocidade as privatizações conduzidas pelo PSDB ou aquele que as realiza hoje sem qualquer constrangimento? O que discursa defendendo um Estado forte ou aquele que coloca em risco as principais empresas públicas nacionais, como a Petrobras e a Eletrobrás?”, questionou Aécio, que recebeu apenas um aparte de contestação apenas de Lindbergh Farias (PT-RJ), prontamente confrontado por três senadores tucanos. Depois do discurso de Aécio, o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), também subiu à tribuna para ler discurso de objeção ao tucano.

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Aécio finalizou o discurso fazendo uma “saudação” ao aniversariante. “Chego ao 13º ponto para homenagear o aniversariante de hoje. A defesa dos maus feitos: a complacência com os desvios éticos”, disse, dirigindo-se a Renan Calheiros (PMDB-AL), que pela segunda vez comanda o Senado, agora sob o discurso de que a ética não é fim, mas “meio”. “E não falo apenas, senador Renan, de legalidade, falo de legitimidade.”

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