Deputados tentam acordo para escolher substituto de Cunha

Líderes e pré-candidatos ao posto abandonado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentam organizar a substituição na Presidência da Câmara. Mas disputa pode impedir candidato consensual

Líderes de bancadas e pré-candidatos à Presidência da Câmara se reúnem para tentar organizar as eleições extraordinárias que escolherão o substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo nesta quinta-feira (7). Sem pauta prévia ou coordenação formal, a reunião ocorre em uma sala das comissões da Casa para tentar estabelecer critérios e prazos para as inscrições de candidatos ao mandato tampão de seis meses.

Na reunião, líderes decidiram trocar a data fixada por Maranhão para a escolha do novo comando da Câmara. Anteriormente prevista para a próxima quinta-feira (14), a sessão plenária agora pode ser realizada dois dias antes, na terça-feira (12).

No grupo está o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), que sonha com o posto, José Carlos Aleluia (DEM-BA), um dos nomes do Democratas ao cargo, Heráclito Fortes (PSB-PI), o preferido dos tucanos, e Rogério Rosso (PSD-DF), que também pretende concorrer, mas é identificado como um nome de Cunha. Deputados do PT e PCdoB não participam da reunião.

Estão na reunião o líder do governo Temer na Câmara, André Moura (PSC-SE) e o representante da bancada do PSDB, Marcus Pestana (MG). Até o secretário-geral da Mesa, Silvio Avelino, foi convocado para a discussão para dar um suporte técnico.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) sugeriu que os líderes definam um perfil de deputado para ser escolhido por consenso com o objetivo de tentar recuperar a respeitabilidade da Casa. Molon entende que, se houver disputa a crise política continuará na Câmara. O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), também defende um nome consensual para comandar a Casa.

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