Bancada do DF faz moção contra operação anunciada por Rollemberg

Petista organiza nota de protesto contra escolha do GDF por banco privado para negociação de dívidas públicas. Deputados também querem a imediata contratação dos aprovados em concurso do BRB, que seria a opção certa para a operação. "Por que um banco privado, envolto em tantas denúncias?", questionou Erika Kokay

Representantes do Distrito Federal na Câmara estão preparando uma ação para impedir que o Banco de Minas Gerais (BMG), uma instituição financeira privada, seja escolhido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para assegurar a securitização das dívidas do DF – em resumo, trata-se da conversão de uma dívida em título negociável entre instituições financeiras). Para os parlamentares, o Banco de Brasília (BRB) é que deve ser considerado na proposta que o GDF encaminhou à Câmara Legislativa para viabilizar o procedimento, por ser um banco público.

A insatisfação dos deputados do DF foi vocalizada pela deputada Erika Kokay (PT), que subiu à tribuna do Plenário da Câmara, nesta segunda-feira (1º), para protestar contra a indicação do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. Para Erika, “denúncias” e “suspeições” pairam sobre o banco mineiro.

“O Banco de Brasília sobreviveu a toda a sanha privatista que fez com que, de 27 bancos estaduais públicos, restassem neste país apenas cinco. O Banco de Brasília continua dando lucro e continua respondendo aos anseios desta sociedade, e foi esquecido pelo Governo do Distrito Federal”, discursou a deputada, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, para quem Rollemberg ainda não está “efetivamente governando”.

“E eu me pergunto: por que o Banco de Brasília não seria responsável por essa securitização? Por que o Governo do Distrito Federal diz que o banco seria o BMG, um banco privado, envolto em tantas denúncias e tantas suspeições? Por isso venho aqui, dizer ao governador do Distrito Federal que, nesta cidade, existe um banco: é o Banco de Brasília, que merece ser respeitado”, vociferou Erika.

Prazo de validade

Erika articulou uma moção de apoio aos aprovados no mais recente concurso público do BRB, com o objetivo de promover a imediata contratação deles – mais de 400, em que o prazo de validade do concurso encerra em dezembro.

“Sabidamente o banco possui vagas para absorver parte destes, senão todos. O não aproveitamento deste pessoal qualificado, para suprir as carências do banco, obrigará o BRB a dispender novos e vultosos recursos para um novo certame visando a necessária contratação de pessoal”, registra trecho da moção, lembrando que o BRB e o Sindicato dos Bancários de Brasília acertaram a contratação de ao menos 145 servidores no transcorrer de 2015.

O texto aponta o papel do banco “na geração de emprego e renda” e como agente financeiro do DF, ao passo em que registra o desenvolvimento alcançado pela instituição (o número de agências aumentou 15%) O documento, que já seguiu para publicação no Diário da Câmara, foi subscrito pelos oito deputados do DF – além de Erika Kokay, Alberto Fraga (DEM), Augusto Carvalho (Solidariedade), Izalci (PSDB), Laerte Berra (PR), Rogério Rosso (PSD), Ronaldo Fonseca (Pros) e Roney Nemer (PMDB).

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