Deputados decidem divisão de espaços na Mesa

Partidos já escolheram os deputados para os cargos disponíveis. Integrante mais antigo, deputado Inocêncio Oliveira, estará de fora pela primeira vez em 14 anos

Os líderes partidários definiram nesta sexta-feira (1º) a distribuição de cargos da Mesa Diretora na Câmara. Com a eleição marcada para às 10h de segunda-feira (4), a expectativa é que os nomes indicados sejam confirmados. No entanto, como as inscrições terminam no domingo (3), existe a possibilidade de candidatos avulsos se inscriverem e participarem da disputa.

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Até agora, existem candidatos avulsos apenas para a presidência da Câmara. Disputam o cargo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), Rose de Freitas (PMDB-ES) e

Cargo Candidato
Presidência Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Rose de Freitas (PMDB-ES), Chico Alencar (PSol-RJ) e Júlio Delgado (PSB-MG)
1ª vice André Vargas (PT-PR)
2ª vice Fábio Faria (PSD-RN)
1ª secretaria Márcio Bittar (PSDB-AC)
2ª secretaria Simão Sessim (PP-RJ)
3ª secretaria Maurício Quintella Lessa (PR-AL)
4ª secretaria Antonio Biffi (PT-MS)
1ª suplência Gonzaga Patriota (PSB-PE)
2ª suplência Takayama (PSC-PR)
3ª suplência DEM ainda não definido
4ª suplência PDT Wolney Queiroz (PDT-PE)

Chico Alencar (Psol-RJ). Também comenta-se nos bastidores que Inocêncio Oliveira (PR-PE) pode se candidatar à principal cadeira da Mesa Diretora.

Isso porque ele pode ficar de fora da Mesa pela primeira vez em 14 anos. Ele faz parte da composição por sete mandatos seguidos. Seu último cargo é a terceira secretaria, mesma posição que o PR tem direito no biênio 2013 e 2014. No entanto, ele não poderia se reeleger para a posição dentro da mesma legislatura. Além disso, perdeu a disputa dentro da bancada. O escolhido foi Maurício Quintella Lessa (PR-BA).

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Uma modificação nos cargos ocorreu após discussão dos líderes. A Corregedoria, antes vinculada a segunda vice-presidência, agora vai para a terceira secretaria. O PSD, partido que ficou com a vaga original, não quer a Corregedoria. Por isso, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), baixou um decreto fazendo a transferência de alocação. Segundo o petista, a ideia é fazer o órgão autônomo, do mesmo molde do Senado.

“Esse foi um acordo firmado entre o PSDB e o PSD, com a transferência da Corregedoria”, afirmou o petista. Ele adiantou que vai sugerir ao novo presidente da Casa a criação de uma corregedoria independente. Inicialmente, não haveria a criação de novos cargos, apenas o remanejamento de outras áreas.

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