Deputados arrancam cartaz pró-CPI da porta de Protógenes

Janine Moraes/Câmara

CPI vira caso policial dentro da Câmara
A CPI mista do Cachoeira nem começou, mas os corredores da Câmara já pegam fogo. Um roteiro com ingredientes de cena policial ganhou o sétimo andar do Anexo 4 da Casa, envolvendo um pedido de outra comissão parlamentar de inquérito. Indignados com um cartaz pró-CPI da Privataria Tucana, afixado na porta do gabinete do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), ex-delegado da PF, dois deputados tucanos arrancaram o material e o jogaram no chão, irados. Eles são ninguém menos que o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Protógenes só soube da autoria quando pediu à Polícia Legislativa o vídeo do circuito interno de TV do corredor. Mas não prestou queixa à Mesa Diretora.

Vergonha alheia
Constrangido e incrédulo, Protógenes não procurara, até ontem à noite, os parlamentares para pedir explicações. Um assessor acompanhava os deputados na hora do ‘ataque’.

Script
Pelo vídeo e sequência de fotos, fica clara a atuação do trio na porta fechada do gabinete do deputado, durante o dia. Guerra indica e Marinho puxa o cartaz.

“Ato político”
Procurada pela coluna, a assessoria de Sérgio Guerra ainda não se pronunciou. O deputado Rogério Marinho reconheceu à coluna que, acompanhado do presidente de seu partido, tirou o cartaz da porta do gabinete de Protógenes. Disse que foi um “ato político” e que isso aconteceu há algumas semanas, embora Protógenes tenha tido acesso aos vídeos ontem. O tucano lamentou que os deputados colem nas portas cartazes de ataques institucionais.

Fim do Bloquinho
O PCdoB, com 13 deputados, e o PSB, com 28, vão pôr fim oficialmente hoje fim a uma parceria de anos, o chamado Bloquinho. A iniciativa é dos comunistas. “É para que cada bancada atue com mais independência”, explica o líder do PCdoB, Osmar Junior (PI). Ele rechaça que motivo seja a aproximação do PSB com o PSD.

Crime ambiental
A Novacap, que cuida da conservação de Brasília, e a Câmara dos Deputados cometeram um crime ambiental na quadra 302 Norte, entre os blocos G e H, dos apartamentos funcionais, em reforma. Derrubaram as árvores da quadra, em vez de podá-las.

No chão
A assessoria da 4ª Secretaria da Câmara, que cuida da reforma, informou que a responsabilidade foi da Novacap. Avisou que os galhos estavam invadindo em até cinco metros o hall dos prédios. Mas ninguém soube podar em vez de derrubá-las.

Pauta animal
Uma onça parda surgiu no bosque atrás do TCU e perto do Congresso ontem, no fim da tarde. Até o fechamento da coluna, não fora capturada. Nem comera um parlamentar.

Tô fora
Enfermo, o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), pediu licença de 15 dias do Senado para cuidar da saúde no Sírio e Libanês. No meio do furacão da CPI do Cachoeira.

Briga de irmãos
Os senadores José Pimentel (CE) e Lindberg Farias (RJ), ambos do PT, se estranharam por duas vezes ontem. O bate-boca que começou na Comissão de Assuntos Econômicos e terminou no fim da tarde no plenário, quando Lindberg chamou o colega de “bedel”.

Explica-se
A discussão aconteceu porque Pimentel prometeu censurar o parlamentar fluminense na bancada, já que ele tinha votado contra o projeto de Resolução 72 (a unificação do ICMS de importação), que hoje (18) será votado no plenário do Senado.

Alfinetada mineira
O deputado Gilmar Machado (PT-MG) desdenhou do colega Henrique Fontana (PT-RS), que disse que o plenário da Câmara que quer votar a reforma política. “É só botar a matéria aqui para ver o que acontece”, sentenciou Machado. Nada.

Tributária
O senador João Vicente Claudino (PTB-PI) prepara discurso em que vai defender a reforma tributária. Vai sugerir a criação de uma comissão mista do Congresso para debater, mas sem governo não será possível fazer a reforma, garantiu.

Pen-releases
A organização da Conferência Rio+20 dará o primeiro exemplo, simples, mas significativo. Os releases serão distribuídos em pen drives, e não em papel.

Piadinha
“A situação do Código Florestal vai de mal a Piau”, anda repetindo o deputado Fernando Ferro (PT-PE), num trocadilho com o nome do relator, Paulo Piau (PMDB-MG).

Ponto Final
Infelizmente, a onça parda passou longe do Congresso Nacional.

Com Gilmar Correa e Hosa Freitas

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Coluna publicada às 11h40 e atualizada às 12h19.

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