Deputados aprovam convite a ministro do Turismo

Comissões querem explicações de Pedro Novais sobre a Operação Voucher, da Polícia Federal, que resultou na prisão de 38 pessoas acusadas de desvio de dinheiro público

As comissões de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara aprovaram nesta quarta-feira (10) convite ao ministro do Turismo, Pedro Novais, para explicar as recentes denúncias envolvendo a pasta. Operação realizada ontem (9) pela Polícia Federal em três unidades da federação resultou na prisão de 38 pessoas acusadas de desvio de dinheiro público. Entre eles está o secretário-executivo da pasta, Frederico Costa.

Também foi aprovado o convite ao ex-ministro do Turismo Luiz Barreto para tratar do mesmo assunto. As audiências ainda não têm data marcada, mas a expectativa é que aconteçam na próxima semana. Como eles foram convidados, Novais e Barreto não estão obrigados a comparecer. No entanto, a tática do governo é levar os ministros ao Congresso para explicar episódios na tentativa de evitar um clima político negativo que possa resultar na instalação de uma CPI.

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A Operação Voucher, da Polícia Federal, investigou o desvio de dinheiro público por meio de emendas parlamentares ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Ontem, a Polícia Federal afirmou que receberam propina no esquema Frederico Costa, ligado a Novais e ao líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN), e o ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, ligado à senadora Marta Suplicy (PT-SP). Eles estão presos preventivamente no Amapá, assim como o secretário de Programas de Desenvolvimento do ministério, o ex-deputado Colbert Martins (PMDB-BA).

Ontem, o Ministério do Turismo anunciou que vai afastar os seis servidores da pasta que foram presos pela Polícia Federal por envolvimento no desvio de dinheiro de um convênio assinado com o Ibrasi. Em nota, anunciou o pedido de investigação do caso à Corregedoria Geral da União União (CGU) “para a apuração de possíveis irregularidades” no repasse de R$ 4 milhões à instituição sem fins lucrativos para fazer treinamentos no Amapá. Os recursos foram viabilizados com emenda parlamentar da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP).

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