Deputado defende convocação de Durval Barbosa

Mário Coelho


O vídeo com a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo dinheiro de propina em 2006 pode resultar no convite de Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção que resultou na Operação Caixa de Pandora, para depor no Conselho de Ética da Câmara. A proposta foi feita pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), suplente do colegiado. A proposta não foi analisada até o momento.


Com a instalação do Conselho de Ética, os deputados passaram a discutir o caso. Até que o tucano do Paraná pediu a palavra. Ele, que é delegado da Polícia Federal, primeiro elogiou a postura da corporação durante a Operação Caixa de Pandora. "Foi uma operação modelo da Polícia Federal contra a corrupção", afirmou. A investigação, no entanto, começou no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e, depois foi transferida para o Ministério Público Federal (MPF).


Depois, Francischini sugeriu ao presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PDT-BA), que Durval Barbosa fosse convidado para prestar depoimento. Se não aceitasse, que fosse convocado pelo fato de ter sido secretário de Relações Institucionais no governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal. A ideia é que ele apresente os vídeos até agora não divulgados ou entregues ao MPF. "Não podemos correr o risco de, a qualquer momento, uma informação coloque em dúvida a integridade do Congresso", afirmou.


A expectativa de convocação, no entanto, foi frustrada por Araújo. Segundo ele, o colegiado não tem o poder de convocar pessoas para depor. "Endosso suas palavras, deputado. No entanto, o Conselho não tem poderes de CPI", disse. O pedetista baiano acrescentou que, ao contrário de uma CPI, por exemplo, não pode tomar iniciativa de ofício. "Muitas vezes esse conselho gostaria de fazer de ofício, mas temos que esperar a iniciativa da Mesa Diretora ou de um partido", lamentou.

Durante a apuração da relação de deputados distritais na Câmara Legislativa, Durval Barbosa chegou a prestar depoimento na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa. Na época, as declarações dele não acrescentaram novidades aos processos de três parlamentares flagrados em vídeo recebendo dinheiro de propina.

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