Paulinho quer rebelião na Câmara contra o STF

Réu por corrupção no Supremo, deputado diz que afastamento de Cunha é "drama" para os quase 200 parlamentares que respondem a processo no Supremo e convoca aliados do peemedebista para discutir reação extrema ao Supremo

O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), disse na manhã desta quinta-feira que o grupo de líderes de bancadas e deputados aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) discute uma reação extrema de até não cumprir a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu o mandato do presidente da Câmara e o afastou do cargo por estar atrapalhando a própria investigação no conselho de ética.

“Esse é o drama dos quase 200 deputados e senadores que são processados pelo Supremo. Estamos discutindo o que fazer. Estamos todos revoltados. Estamos discutindo até não cumprir a decisão do Supremo”, disse o deputado, que é réu por corrupção, acusado de ter desviado recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele e outros líderes de bancadas na Câmara vão voltar a se reunir à tarde par tratar da crise política que se instalou na Câmara com a suspensão do mandato de Cunha.

No início da manhã, ele visitou Eduardo Cunha na casa da Presidência da Câmara. Paulinho da Força é um dos principais combatentes da tropa de choque de Eduardo Cunha que trabalha para adiar ao máximo o julgamento no Conselho de Ética. Cunha é acusado de quebrar o decoro parlamentar por ter omitido à CPI da Petrobras a existência de contas não declaradas no exterior. Paulinho está preocupado com sua própria situação. Ele é um dos processados por crime no STF e receia ter o mandato suspenso liminarmente por um ministro do Supremo.

Mais sobre Eduardo Cunha

Mais sobre processos

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!