Depois de Super-Homem, Suplicy encarna Robin Hood

Depois de participar da Rio+ 20, senador volta do Rio de Janeiro com a mesma disposição para surpreender em plenário

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tem se especializado em surpreender o respeitável público. Depois de entoar rap dos Racionais MC’s em reunião de comissão temática (leia aqui e assista ao vídeo), dar cartão vermelho em plenário para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e usar sunga vermelha simulando o Super-Homem, o parlamentar – e ex-pugilista – petista encarnou nesta quinta-feira (21) o personagem Robin Hood, aquele que rouba dos ricos para dar aos pobres. A performance aconteceu em plenário, quando Suplicy discursava sobre a importância das políticas de transferência de renda para populações pobres, no contexto da realização da Rio+ 20, conferência sobre meio ambiente que chega ao fim amanhã, no Rio de Janeiro.

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A intervenção de Suplicy em plenário aconteceu quando ele falava de sua participação em eventos na Rio+ 20, e passou a defender a criação de um fundo internacional destinado a erradicar a pobreza, e custeado por meio de recursos provenientes da taxação de operações financeiras. “Cerca de duzentas pessoas e representantes de mais de trinta países participaram da manifestação pela taxação das transações financeiras, algo que ficou conhecido também como a taxa James Tobin, em função da sugestão feita em 1972 pelo prêmio Nobel de Economia James Tobin [...]”, discursou Suplicy, que levou uma camisa e chapéu de Robin Hood para ilustrar seu pleito.

“Inúmeras entidades sindicais participaram: a Central Única dos Trabalhadores, a Força Sindical, o Sindicato dos Bancários, a Federação dos Bancários. O senhor Jocélio Drummond foi um dos organizadores da proposta da Taxa Tobin, também denominada ‘Uma Taxa Robin Hood, por um movimento sustentável’. [...] Ali, o Sr. Jocélio Drummond, um dos organizadores, pediu que eu fizesse um pronunciamento, e, então, colocando o boné de Robin Hood, eu o fiz. Muitos ali vestiram a camiseta da campanha”, emendou Suplicy, dizendo-se esperançoso em que os chefes de Estado presentes à Rio+ 20 encampassem a ideia.

Durante e depois do discurso, o senador vestiu um chapéu de Robin Hood, símbolo da campanha pela criação do fundo internacional proposto por diversas entidades e organizações não governamentais durante os vários eventos da Rio+20. “Quem sabe um dia tenhamos um fundo mundial para garantir uma renda básica de cidadania para todos os habitantes do planeta Terra! Assim, teremos a realização de um sonho de Robin Hood, presidente Mozarildo Cavalcanti [PTB-RR]”, acrescentou o senador petista, dirigindo-se ao colega que presidia a esvaziada sessão não deliberativa do recesso branco em curso no Congresso.

Como de costume, Suplicy voltou a atrelar ao discurso da tribuna os termos de seu projeto de renda básica de cidadania, que garante a todo e qualquer cidadão um valor que, em suas palavras, possibilitam um mínimo de decência e condições salutares de vida. Segundo Suplicy, não há “liberdade real” sem os repasses, por parte da União, para cada um dos cidadãos brasileiros em condições legais de recebê-los.

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