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Delação de Delcídio fica fora do processo de impeachment

Comando da comissão do impeachment e oposicionistas não quiseram dar margem a disputa jurídica que atrasaria o processo. Petistas querem que Dilma seja notificada novamente e que tramitação volte à estaca zero

O comando da comissão do impeachment decidiu excluir a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) do processo contra a presidente Dilma Rousseff em tramitação na Câmara. A decisão foi tomada pelo presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF), e pelo relator, Jovair Arantes (PTB-GO), após a desistência da oposição de incluir o depoimento de Delcídio na ação. Os oposicionistas recuaram por temer que o chamado aditamento atrasasse a análise do processo com uma provável batalha jurídica.

Deputados do PT e aliados ameaçaram ontem, durante a reunião da comissão, recorrer à Justiça caso a delação do ex-líder do governo fosse admitida. Agora, os petistas querem que Dilma seja notificada novamente sobre o processo, o que levaria a tramitação de volta à estaca zero, com a abertura de nova contagem de dez sessões para a presidente se defender.

Autor do pedido, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) alega que a delação de Delcídio constava do anexo do documento enviado a Dilma na semana passada. A comissão do impeachment está reunida neste domingo para decidir esta e outras questões de ordem. Com quórum garantido principalmente pela oposição, a Câmara realizou sessões na última sexta-feira e ontem para acelerar o processo e encurtar o período de defesa da petista.

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