Defesa: ex-dirigente do PTB deveria ser testemunha

Advogado diz que Emerson Elói Palmieri e Roberto Jefferson não poderiam responder como réus na ação do mensalão

A defesa do ex-dirigente do PTB Emerson Elói Palmieri afirmou nesta segunda-feira (13) que seu cliente deveria ter sido aproveitado, junto com Roberto Jefferson, como testemunha da Ação Penal 470, do mensalão. Em sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), Itapuã Prestes de Messias disse que, entre a fase de inquérito e a acusação, "nada mais se descobriu, nada mais se apurou, nada mais se concluiu".

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Ex-tesoureiro do PTB, Emerson Eloy Palmieri em tese viabilizou, com a ajuda de outro réu, pagamento de R$ 4 milhões para que o ex-deputado Roberto Jefferson votasse a favor de proposições de interesse do governo. Emerson também se beneficiou, segundo a acusação, de esquema entre o Banco Rural e a empresa SMP&B. Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Para Messias, seu cliente e Roberto Jefferson deveriam ter recebido o mesmo tratamento dado a Sílvio Pereira, ex-dirigente do PT que decidiu colaborar com a Justiça e se tornou testemunha do caso. Pereira teve que cumprir 750 horas de trabalho comunitário e comparecer em juízo mensalmente. "Por que o PGR não propôs a Emerson e a Roberto prestar o mesmo serviço de Silvio Pereira?", questionou.

O advogado afirmou que a denúncia apresentada pela PGR é "irresponsável" e não possui vínculo nem nexo. Ele acrescentou que Palmieri participou de reunião com a cúpula do PT e Roberto Jefferson porque ele é quem sabia da situação do partido nos estados. E, ao colocá-lo como responsável pela distribuição do dinheiro, foi possível salvar o mandato do deputado Romeu Queiroz. Após a sustentação oral de Palmieri, a sessão foi interrompida para intervalo.

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