Decisão que pode soltar Lula “restabeleceu cumprimento da Constituição”, diz Gleisi Hoffmann

A presidente nacional do PT, senador Gleisi Hoffmann (PR), afirmou em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (19) que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a libertação de presos após condenação em segunda instância “restabeleceu o cumprimento da Constituição”. De caráter provisória, a decisão beneficia diretamente o ex-presidente Lula, preso em Curitiba (PR) desde 7 de abril.

Acompanhada do líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), Gleisi afirmou que o partido já tomou “todas as medidas jurídicas cabíveis” para a soltura imediata do ex-presidente Lula, preso após a condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá (SP). O alvará de soltura foi apresentado menos de 50 minutos após a decisão do ministro Marco Aurélio Mello.

Veja a íntegra do pedido de soltura

A presidente do PT afirmou ainda que a defesa de Lula abriu mão da realização do exame de corpo delito, para que seja libertado o quanto antes. A expectativa do partido é que o ex-presidente deixe a sede da Polícia Federal em Curitiba ainda nesta quarta-feira (19).

A ação direta de constitucionalidade deferida pelo ministro foi impetrada pelo PCdoB, que compôs chapa presidencial com o PT, em 18 de abril deste ano. Para Gleisi Hoffmann, a decisão tomada de forma monocrática na véspera do recesso do Judiciário foi acertada.

“Estamos falando de uma decisão de um ministro que tem a ação em suas mãos há bastante tempo, é uma decisão bastante amadurecida”, defendeu.

Gleisi e Paulo Pimenta, além de outros parlamentares do PT, estão a caminho de Curitiba para visitar o ex-presidente e acompanhar o trâmite do alvará de soltura na Vara de Execuções Penais.

“Vou dar um abraço nele em nome de todos os brasileiros e brasileiras”, afirmou o deputado federal.

 

Decisão que pode soltar Lula “restabeleceu cumprimento da Constituição”, diz Gleisi Hoffmann

Marco Aurélio determina soltura de condenados em 2ª instância. Decisão beneficia Lula

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