De volta ao Senado, Jader dá trabalho ao Supremo

Ninguém acumula mais ações penais no STF do que o peemedebista, acusado, entre outras coisas, de desviar recursos da Sudam

Agência Senado
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) só assumiu o mandato no Senado em dezembro de 2011, meses após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a Lei da Ficha Limpa valerá apenas a partir das eleições deste ano. Mesmo com votos suficientes para se eleger, Jader havia sido barrado por ter renunciado ao mandato para escapar de processo de cassação no Senado, em 2001, em meio a uma série de denúncias. Com a posse do peemedebista, o Supremo voltou a conduzir as investigações que correm contra ele.

 

Entre os senadores, ninguém responde atualmente a mais ações penais do que Jader. São cinco ações penais (374, 397, 398, 498 e 653), por peculato, crimes contra o sistema financeiro, falsidade ideológica, quadrilha ou bando e emprego irregular de verba pública; e dois inquéritos (2760 e 2909), por lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.

O STF apura o envolvimento do peemedebista em desvios de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará) e do Ministério da Reforma Agrária. As denúncias mais fortes, porém, dizem respeito a irregularidades na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia. Jader foi acusado de integrar uma quadrilha que desviou mais de R$ 1 bilhão da Sudam. Procurado, não retornou o contato da reportagem para esclarecer as denúncias.

De homicídio a sequestro, os crimes no Congresso
Deputado acusado de associação ao tráfico de drogas
STF investiga deputado por duplo homicídio
Campeão de processos responde por sequestro

Colaborou Larissa Guimarães

Leia ainda:

STF libera posse de Jader no Senado
Em pleno recesso, Jader toma posse no Senado
Jader, o rei do “Valle de los caídos”

Saiba mais sobre o Congresso em Foco (vídeo de 2 minutos)

Continuar lendo