Datafolha: reprovação ao governo atinge maior índice desde Collor

Segundo o instituto, desaprovação ao governo Dilma dispara 18% desde fevereiro e chega a 62%, maior taxa alcançada por um presidente da República desde setembro de 1992, quando Collor deixou o Planalto com impeachment

No terceiro mês de seu segundo mandato, a presidenta Dilma Rousseff atingiu o maior índice de reprovação de um governo desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Pesquisa Datafolha mostra que 62% dos brasileiros consideram a gestão da petista ruim ou péssima. Collor era reprovado por 68% quando caiu. Desde fevereiro, a reprovação ao atual governo disparou 18%. É a primeira vez que a maioria da população demonstra insatisfação com a presidenta desde sua chegada ao Palácio do Planalto, em janeiro de 2011.

O levantamento traz ainda outros dados negativos para Dilma: a deterioração de sua popularidade em todos os segmentos sociais e regiões do país, inclusive no Nordeste, seu principal reduto eleitoral, e o agravamento do pessimismo dos brasileiros. Segundo o Datafolha, 60% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do país vai piorar, índice mais expressivo desde 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

De acordo com a pesquisa, os maiores índices de rejeição a Dilma foram apurados nas regiões Centro-Oeste (75%) e Sudeste (66%), nas cidades com mais de 200 mil habitantes (66%), entre os eleitores com escolaridade média (66%) e nos grupos com renda mensal familiar de dois a cinco salários mínimos (66%).

O índice de aprovação ao governo também alcançou baixa histórica (13%), o mesmo atingido por Fernando Henrique em 1999, quando o país sentia os efeitos da desvalorização do real. Só Itamar Franco (12%), em 1993, no auge do escândalo dos anões do orçamento, e Collor (9%), às vésperas do impeachment, tiveram aprovação menor. Em seu pior momento, em dezembro de 2005, após a cassação de José Dirceu no processo do mensalão, Lula era aprovado por 28%.

O Datafolha ouviu 2.842 eleitores logo após as manifestações de domingo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Veja mais sobre a pesquisa na Folha de S.Paulo

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