Cunha: baixa popularidade de Dilma não é motivo para impeachment

Para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a baixa popularidade da presidente Dilma "não pode ser motivo de impeachment"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarou que o baixo nível de popularidade da presidente Dilma Rousseff não deve ser encarado como motivo para impeachment. “Impeachment não pode ser tratado como recurso eleitoral nem como recurso contra a impopularidade, tem que ser tratado dentro dos objetivos na Constituição e na Lei. Se não for assim, aí fica uma coisa complicada, porque a impopularidade pode ser momentânea - embora esteja persistente, ela pode ser momentânea - mas não pode ser motivo de impeachment”, disse Cunha em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (27).

 

De acordo com pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao instituto de pesquisa MDA, divulgada nesta segunda, a avaliação positiva do governo da presidente subiu de 7,7%, em julho, para 8,8%, em outubro. Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados reprovam o governo. Na pesquisa anterior, divulgada em julho, o percentual era de 70,9%. O presidente da Câmara avalia que os números são estáveis, contudo, considera que a baixa popularidade apontada aumenta a pressão política sobre Dilma e afeta sua governabilidade. “Passa a ter mais contestação, tem uma dificuldade de o governo avançar com suas propostas”, afirmou.

Cunha insistiu que os índices são consequência da crise econômica que o país vem enfrentando e atribuiu a responsabilidade ao governo como um todo. “Eu não gosto muito de personalizar, a crise econômica é resultante de ações do governo”, disse o peemedebista, e acrescentou que a volta da CMPF não irá resolver o problema “precisamos mudar o ambiente econômico”.

 

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