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Crise do combustível leva Rollemberg a suspender aulas e autorizar punição a abusos em postos

 

Já no quatro dia, a greve decorrente da alta de combustíveis levou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, a tomar nesta quinta-feira (24) uma série de providências para minimizar problemas como desabastecimento e abusos contra o consumidor. Encabeçada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), a mobilização, que hoje ganhou o reforço de transportadoras de cargas, promove desde segunda-feira (21) bloqueio de rodovias, carreatas e demais manifestações em diversos pontos do país.

Entre as providências, Rollemberg determinou à Secretaria de Educação a suspensão de aulas, nesta sexta-feira (25), em todas as escolas públicas do Distrito Federal. Segundo o Governo de Brasília, o objetivo é "garantir a segurança das crianças diante da possibilidade de novas interrupções [de rodovias], assim como melhorar a mobilidade no trânsito da cidade".

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Além disso, a Polícia Civil está autorizada a instaurar investigação criminal para apurar a ocorrência de crimes contra a relação de consumo e a economia popular, haja vista a onda de abusos contra o consumidor verificados em postos de combustível em Brasília e no entorno. Como este site mostrou mais cedo, um posto em Águas Claras, cidade a cerca de 25 quilômetros do centro da capital federal, chegou a cobrar R$ 9,99 pelo litro da gasolina comum (veja o vídeo).

O governador determinou ainda que a Polícia Militar realize operações para desobstruir rodovias federais, de forma a cumprir decisões da Justiça Federal nesse sentido. Além disso, o Procon-DF manterá ações de fiscalização e punição a postos de gasolina que insistam em praticar preços abusivos. Por fim, no âmbito do governo de Brasília, Rollemberg ordenou o abastecimento prioritário de combustível dos veículos voltados aos serviços essenciais, como saúde e segurança pública, e emergenciais, como o fornecimento de água e energia elétrica.

 

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