CPI quer exumar corpo do ex-deputado José Janene

As investigações da Operação Lava Jato apontam que Janene foi o mentor do esquema e depois de sua morte o doleiro Alberto Youssef ficou responsável por operá-lo entre os parlamentares do PP

O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou nesta quarta-feira (20) que vai solicitar a exumação do corpo do ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010. Janene é tido como o mentor tanto do mensalão, quanto do esquema de desvios de recursos na Petrobras descoberto pela Operação Lava Jato.

Motta declarou que recebeu denúncias de que a viúva de Janene, Stael Fernanda Janene, não sabe se o parlamentar está de fato morto. “Ele morreu de infarto e ninguém o viu morto. É uma coisa muito estranha. O caixão chegou lacrado. Há uma suspeição de que ele possa estar vivo”, declarou Motta. Até o momento, Stael Fernanda não se pronunciou sobre o caso.

Uma suspeitas dos parlamentares é que Janene tenha fugido do país em uma operação semelhante à realizada pelo ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Ao ser condenado no julgamento do mensalão, em 2012, Pizzolato deixou o país utilizando os documentos de seu irmão, Celso Pizzolato. Celso estava morto deste os anos de 1970.

A intenção de Motta é encaminhar uma equipe a Londrina, onde o corpo de Janene está enterrado. Eles querem colher amostras de DNA dos restos mortais do ex-deputado e compará-lo a amostras genéticas de familiares de Janene. Para obter a autorização para a exumação, Motta precisa da aprovação de um ato da presidência da CPI.

As investigações da Operação Lava Jato apontam que Janene foi o mentor do esquema e depois de sua morte o doleiro Alberto Youssef ficou responsável por operá-lo entre os parlamentares do PP com auxílio de Habib Charter, o dono do posto da Torre, em Brasília.

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