CPI marca depoimento de atual e ex-mulher de Cachoeira

Andressa Mendonça e Andréa Aprígio vão depor nos dias 7 e 8, respectivamente. Comissão também vai ouvir contador e “araponga” acusados de fazer parte do grupo do contraventor

A empresária Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, será ouvida no próximo dia 7, às 10h15, pela comissão que investiga as relações políticas do bicheiro, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.  A CPI quer que Andressa preste informações sobre a rede de influência política de Cachoeira.

Em depoimento à 11ª Vara da Justiça Federal em Goiânia ontem (25), o contraventor se limitou a dizer que se sente um “leproso jurídico” e a fazer juras de amor a Andressa, prometendo se casar oficialmente com ela no primeiro dia em que estiver em liberdade.

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A empresária é ex-mulher do senador Wilder Morais (DEM-GO), suplente que assumiu a vaga com a cassação de Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de fazer lobby para o bicheiro e de ter mentido aos colegas ao falar de suas relações com Cachoeira.

Também no dia 7, a comissão recebe o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, apontado como um dos “arapongas” do grupo de Cachoeira. Convocado para falar no início de julho, ele justificou sua ausência por meio de um atestado médico.

No dia seguinte, a CPI do Cachoeira ouve Andréa Aprígio, ex-mulher do contraventor e dona do laboratório Vitapan, empresa envolvida no esquema do empresário. O irmão dela, Adriano Aprígio de Souza, que é diretor financeiro da empresa, foi preso em 6 de julho, suspeito de enviar mensagem eletrônica com ameaça à procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das responsáveis pelas investigações que resultaram na prisão do grupo de Cachoeira. Ele foi solto na última segunda-feira após o pagamento de fiança.

Ainda no dia 8, a comissão deve ouvir o contador Rubmaier Ferreira de Carvalho, suspeito de viabilizar os negócios de Cachoeira por meio de uma rede de empresas de fachada.

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