Correção: STJ ainda não decidiu sobre investigação de Richa

Abertura de inquérito chegou a ser confirmada pela assessoria da PGR. Relator do caso no Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha informou que ainda analisa o pedido da Procuradoria. Suspeita é que dinheiro desviado da Receita abasteceu campanha de tucano

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha informou, por meio de sua assessoria, que ainda não decidiu pela abertura ou não de inquérito para apurar envolvimento do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em um esquema de corrupção na Receita Estadual. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República, que, ontem pela manhã (2), chegou a confirmar que o ministro havia autorizado a investigação. A notícia chegou a ser divulgada por diversos veículos, inclusive o Congresso em Foco. A matéria original foi corrigida.

À tarde, porém, a PGR também admitiu que o caso ainda é analisado pelo ministro João Otávio de Noronha, relator do procedimento. O STJ não deu detalhes sobre o caso.

O governador foi citado nas investigações da Operação Publicano. O principal delator do caso, o auditor fiscal Luiz Antônio Souza, disse ao Ministério Público de Londrina (PR) que a verba desviada da Receita Estadual abasteceu a campanha do tucano. Ele contou que pelo menos sete delegacias regionais da Receita Estadual arrecadaram um montante de R$ 4,3 milhões para a reeleição de Richa, em 2014.

Ainda segundo o delator, o esquema era conduzido pelo auditor fiscal Márcio de Albuquerque Lima, que foi delegado regional da Receita de Londrina entre janeiro de 2011 e junho de 2014 e depois foi nomeado inspetor-geral de Fiscalização da Receita, em Curitiba. Segundo a Gazeta do Povo, as investigações indicam que Lima seguia orientações de Luiz Abi Antoun, parente do governador.

Beto Richa classificou como “balela” a acusação de ter recebido dinheiro desviado da Receita para sua campanha eleitoral, em 2014, e que seu governo determinou a abertura de uma investigação para punir os eventuais responsáveis. O tucano afirmou que é o maior interessado na apuração e que suas contas de campanha foram aprovadas pela Justiça eleitoral. "Não tenho compromisso com o erro de ninguém e nem responsabilidade sobre o comportamento de pessoas que possam ter usado funções públicas para cometer crimes."

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