Corpo de Joelmir Beting será cremado esta tarde em SP

Um dos principais nomes do jornalismo econômico brasileiro, ele morreu nesta madrugada, aos 75 anos

O corpo do jornalista Joelmir Beting será cremado esta tarde no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra (SP). O jornalista, de 75 anos, morreu nesta madrugada. Internado desde 22 de outubro, em decorrência de uma doença autoimune, ele sofreu um acidente encefálico hemorrágico (AVE) no último domingo (25). Desde então, respirava com a ajuda de aparelhos e estava em coma.

Em boletim divulgado ontem, o Hospital Israelita Albert Einstein, onde Joelmir estava internado, informava que o estado de saúde dele era estável, grave e irreversível. A notícia da morte do jornalista foi dada pelo também jornalista Mauro Beting, filho de Joelmir, na Rádio Bandeirantes, nesta madrugada.

Especializado na cobertura econômica, ele foi um dos primeiros profissionais do país a repercutir as matérias publicadas pelo Congresso em Foco em sua página na internet, ainda em 2004, ano em que este site foi criado.

Com passagens pelos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo e pela TV Globo, Joelmir trabalhou nos últimos anos nos veículos do Grupo Bandeirantes. Era comentarista do Jornal da Band. Formado em Ciências Sociais, atua há mais de 50 anos no jornalismo.

Joelmir começou a trajetória profissional no jornalismo esportivo. No começo dos anos 1960, criou a expressão “gol de placa”, consagrada no meio esportivo e utilizada em outras áreas. No jornalismo econômico, ficou conhecido por tratar de forma didática assuntos relacionados à economia. "Quem não deve, não tem" e "na prática, a teoria é outra" foram algumas das expressões que ele consagrou.

O corpo do jornalista está sendo velado desde as 8h no Cemitério do Morumbi, na capital paulista.

Joelmir publicou os livros Na prática a teoria é outra" e Os juros subversivos. Foi coautor de Igreja, classe trabalhadora e democracia, ao lado do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e do líder do MST João Pedro Stédile.

Mauro Beting homenageou o pai em texto publicado no jornal Lance, do qual é colunista. "A ausência dele não tem nome. Como jamais saberei escrever o que ele é", escreveu (leia a íntegra do artigo).

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