Consórcio contratado na gestão Kassab foi usado para propina, diz Youssef

Duas empresas de fachada do doleiro, utilizadas para lavar dinheiro da Petrobras, receberam R$ 431 mil do consórcio, para quem, supostamente, prestavam serviço de consultoria. A propina eram entregues a Paulo Roberto Costa e ao PP

Consórcio Sehab contratado pela prefeitura de São Paulo em 2010 para revitalização de Favela Real Parque, durante a gestão de Gilberto Kassab, atual ministro das Cidades, foi utilizado para pagar propinas, contou o doleiro Alberto Youssef a investigadores da Polícia Federal. Segundo o doleiro, ele recebeu R$ 431 mil do consórcio que eram, na verdade, propinas para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e para o Partido Progressista. As informações são do O Estado de S.Paulo.

De acordo com reportagem, o contrato rendeu repasses de 694 mil para as empresas de fachada MO Consultoria e RCI Software,usadas por Youssef para lavar dinheiro de desvios de recursos oriundos da Petrobras. Foram essas empresas que firmaram contrato de consultoria no Consórcio Sehab, como justificativa para as transferências indevidas.

“Os valores repassados não foram depositados a nenhum agente público no âmbito do município de São Paulo, mas sim a Paulo Roberto Costa e ao PP”, disse o doleiro em depoimento. Segundo ele, a propina foi para obras tocadas pelo Consórcio Conest, responsável pela construção de oito unidades da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, tocadas pela Odebrecht e OAS.

Essa foi a primeira vez que o doleiro revelou que contrato referente à obra de administração municipal também foi usado no esquema de corrupção da estatal. Diante das novas informações, a Polícia Federal instaurou inquérito para verificar se houve irregularidades nas mencionadas operações.

Confira reportagem completa de O Estado de S.Paulo

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