Conselho de Ética da Câmara arquiva processo contra Bacelar

Acusado de nepotismo, deputado foi absolvido pelo colegiado por falta de provas

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara decidiu arquivar a representação contra o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA). Ele foi acusado de nepotismo cruzado, utilização irregular de secretário parlamentar e negociação escusa entre parlamentar e servidor.

Outros destaques de hoje no Congresso em Foco

Dos 15 integrantes do colegiado, 12 compareceram. Com exceção do deputado Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que se absteve, os demais parlamentares votaram pelo fim das investigações. A corregedoria da casa havia recomendado a suspensão do mandato do parlamentar.

Para o relator do processo, deputado Guilherme Mussi (PSD-SP), a denúncia é inepta porque os fatos denunciados não foram comprovados. A representação foi impetrada pelo Psol com base em denúncias da revista Veja, em outubro do ano passado. Segundo a reportagem, Bacelar teria empregado em seu gabinete a mãe e a irmã do deputado estadual Nelson Leal, da Bahia. Elas exerciam o cargo de secretárias parlamentares.

Em troca, Leal teria empregado a mãe e um tio de Bacelar.  A denúncia ainda aponta que uma das pessoas que trabalhava no gabinete do deputado federal seria laranja do parlamentar em uma emissora de rádio em seu estado e ela atuaria como empregada doméstica em sua casa.

Bacelar negou todas as acusações e afirmou que sua irmã, autora das denúncias, deseja atacar seu “capital político”. Os dois disputam judicialmente a posse de uma herança.

Conselho analisa ações contra Protógenes e Bacelar
Psol pede investigação contra deputados envolvidos em compra de emendas

Saiba mais sobre o Congresso em Foco

Com informações da Agência Câmara

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!