Conselho de Ética aprova continuidade de mais um processo contra Argôlo

Colegiado entendeu que há necessidade de continuidade das investigações. Argôlo é alvo de outro processo de cassação instaurado no Conselho de Ética pela mesma suspeita

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara aprovou nesta terça-feira (3) parecer preliminar emitido pelo deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que propôs a continuidade de mais um processo contra o deputado Luiz Argôlo (SD-BA) por suspeita de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em março último para desbaratar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

 

Relator, Rogério considerou que a representação formulada pelo Psol contra o parlamentar baiano apresentou elementos suficientes para continuidade de investigações. Ele já havia apresentado o parecer na semana passada, mas o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) pediu vista,  adiando a votação.

No entanto, Luiz Argôlo já responde a outro processo instaurado no Conselho de Ética a partir de uma representação do PPS. Como já foi analisada pela corregedoria da Câmara, a representação do PPS, com as mesmas acusações, não precisou ser votada pelo colegiado. As duas representações podem resultar em perda de mandato. Os dois processos devem ser apensados.

Na última sexta (30), Argôlo tirou licença de 15 dias alegando problema cardíaco. Como se trata de licença por motivo de saúde, ele continuará recebendo salário e benefícios integralmente.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Alberto Youssef teria bancado dois caminhões lotados de bezerros para Argôlo, a um custo de R$ 110 mil. Já reportagem da revista Veja revelou troca de mensagens atribuídas ao doleiro e ao parlamentar em que ambos supostamente discutiam sobre pagamentos e saques de dinheiro. Conforme a publicação, após uma dessas conversas, Youssef teria transferido R$ 120 mil para Vanilton Bezerra, chefe de gabinete de Argôlo.

 

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