Conselho abre investigação contra deputado ligado a Cachoeira

Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) é acusado de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Relator deve ser definido até segunda-feira. Investigação preliminar considerou relação incompatível com o mandato

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara instaurou nesta quarta-feira (17) o processo de investigação contra o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). Ele é acusado de ter se beneficiado do esquema ilegal montado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O relator do caso ainda não foi definido. O órgão não tem poder de punir os deputados, apenas sugere sanções para o plenário decidir - que vão de censuras verbais à perda do mandato.

Durante a reunião de hoje, foi formada uma lista tríplice de quem poderá ser o relator do processo. Foram sorteados os nomes dos deputados Missionário José Olimpío (PP-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Ronaldo Benedet (PMDB-SC). Caberá ao presidente do colegiado, Ricardo Izar Junior (PSD-SP), consultar os três parlamentares e definir quem será o relator. Izar informou que até o início da semana que vem já terá decidido quem comandará a investigação.

Leréia começou a ser investigado nove meses atrás em uma comissão de sindicância da Casa durante o desenrolar da CPI do Cachoeira. Em dezembro, a Mesa Diretora decidiu encaminhar o processo para o Conselho de Ética. Na época, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), relator do caso na comissão de sindicância, afirmou que as relações de Leréia com Cachoeira “estão muito acima de uma relação de amizade ou política, e sim, uma relação comercial com ganhos dentro dos interesses que não são compatíveis com o mandato parlamentar”.

Preliminar

Também estão na mira do Conselho de Ética outros dois deputados. Hoje, o colegiado instaurou procedimento preliminar contra Devanir Ribeiro (PT-SP) e Eudes Xavier (PT-CE). Como o caso deles ainda não foi analisado, o relator escolhido deverá produzir um relatório sobre a admissibilidade da acusação.

Devanir é alvo de representação do DEM, que o acusa de ter agredido "moral e fisicamente" o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) no plenário da Casa em fevereiro. Já no caso de Eudes Xavier, ele é acusado pelo PSB de ter insultado o governador do Ceará, Cid Gomes em um discurso em que teria dito que Cid contratou serviço de espionagem contra adversários.

Para o processo de Eudes Xavier, foram escolhidos os deputados Missionário José Olimpío (PP-SP), José Carlos Araújo (PSD-BA) e Marcos Rogério (PDT-RO). Entre os que podem relatar o caso de Devanir Ribeiro, foram sorteados os deputados Izalci (PSDB-DF), Cesar Colnago (PSDB-ES) e Marcos Rogério (PDT-RO).

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