Conheça a carreira de analista de infraestrutura

Haverá concurso para o cargo. As inscrições já estão abertas para 149 vagas, com salários de R$ 9,9 mil

A carreira analista de infraestutura é uma das mais novas criadas pelo Executivo Federal. Surgida em 2007, tem 649 analistas ativos e é alvo de constante fuga de servidores em função de atrativos encontrados em outras categorias. Ainda assim, atualmente, as inscrições do terceiro concurso estão abertas. São 149 novas vagas com remuneração inicial de R$ 9.980.

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Em entrevista, analista explica como é a carreira

O cargo é destinado a engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos e arquitetos. Servidores atuam na administração direta e, em caráter excepcional, em autarquias e entidades indiretas. Projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida, expansão da internet banda larga e da TV Digital, entre muitos outros, têm participação ativa destes profissionais que projetam, gerenciam, executam e fiscalizam as ações.

Defensor da categoria – que inclui o cargo isolado de especialista em infraestrutura –, Fábio Henrique Oliveira da Costa, analista de infraestrutura, fundador e ex-presidente da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra) avalia as perspectivas e pondera sobre desvios que ocorreram desde o surgimento da carreira. “A categoria foi concebida sob o conceito de transversal. Ou seja, sua lotação e gestão são centralizadas no Ministério do Planejamento e os integrantes têm mobilidade para transitar entre os diversos órgãos e entidades federais de acordo com suas competências e necessidade do governo”, detalha.

Atualmente, porém, não é o que ocorre: os aprovados nos concursos anteriores foram lotados em ministérios e entidades específicas, parte compondo o quadro fixo, parte sendo cedida e tendo dificuldades para se deslocar.  “Na medida em que o Governo investe em ampliar e gerir bem a categoria de infraestrutura, será possível proporcionar cada vez mais retorno para a sociedade, com os resultados de políticas públicas, obras e projetos do setor de infraestrutura fundamentais para a população e para a economia”, argumenta positivamente o servidor.

Perfil

Originalmente, a lei que criou a categoria previu a existência de 800 analistas e de 84 especialistas de infraestrutura. Porém, 30% dos concurseiros aprovados nos dois concursos anteriores deixaram seus postos, como explica Fábio Henrique “Constantemente há perdas de quadro técnico para Agências Reguladoras, Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União e para as carreiras do ciclo de gestão. A remuneração dessas outras carreiras chega a ser até o dobro da destinada aos analistas de infraestrutura”. Ele acrescenta que o aquecimento do mercado privado também contribui para o cenário negativo.

Na prática, o analista em início de carreira recebe até R$ 8.872,21, entre vencimento e vantagens. Para chegar aos R$ 9.980, divulgados em edital, é acrescida a Gratificação por Qualificação, que ainda não foi regulamentada. Em final de carreira, o salário pode chegar a R$ 13.389.

De acordo com o Boletim Estatístico do Ministério do Planejamento, hoje, 33,1% dos analistas têm até 30 anos e 44,5% de 31 a 40 anos. Ou seja, profissionais recém-formados e experientes que enfrentam o desafio de “acordar” o país para enfrentar os gargalos econômicos relacionados com o transporte, energia, comunicação e integração nacional.

Concurso

Na expectativa de recompor o quadro, o Ministério do Planejamento autorizou o novo concurso em dezembro e lançou o edital no início do mês. O Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) foi contratado para selecionar 149 analistas de infraestrutura (veja detalhes aqui), como ocorreu nas seleções anteriores. As inscrições estão abertas até 11 de maio e as provas serão aplicadas em 17 de junho.

O primeiro processo seletivo ocorreu em 2008 com 516 chances para analistas e 84 para especialistas. Na época, os salários eram de R$ 5.406,44 e R$ 10.632,61, respectivamente. O concurso atraiu 10.702 inscritos. Dois anos depois, já com salários reajustados para o valor atual, 13.137 concurseiros concorreram aos 200 postos para analista, criando uma demanda de 65,69 candidatos por vaga.

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