Congresso cria CPI para investigar repasses ao MST

Renata Camargo


O requerimento de instalação da CPI para investigar repasses de recursos para entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) foi lido nesta quarta-feira (21) em plenário durante sessão do Congresso (sessão conjunta da Câmara e do Senado). Até a meia-noite de hoje podem ser acrescentadas ou retiradas assinaturas do documento.


Leia a íntegra do requerimento da instalação da CPI do MST

A CPI foi protocolada ontem (20) com 185 assinaturas de deputados e 35 de senadores. É necessária a adesão de, pelo menos, 171 deputados e 27 senadores para constituir uma comissão parlamentar de inquérito. Essa é a segunda tentativa de criação da CPI do MST. A primeira tentativa fracassou por causa da retirada de 42 assinaturas, por pressão do governo Lula.

Veja a lista de parlamentares que apoiam a CPI do MST

A CPI foi instalada sob protesto de governistas e parlamentares ligados a movimentos sociais. O líder do Psol na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), classificou como uma “cortina de fumaça ruralista” a criação da comissão.

“Sou contra essa CPI que quer criminalizar os movimentos sociais. É uma cortina de fumaça de ruralistas para não discutir a atualização dos índices de produtividade e para acabar com o Código Florestal. O que se quer com essa CPI é evitar a reforma agrária”, disse o líder do Psol.

O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou que o discurso de Ivan Valente é ultrapassado e disse que as defesas do líder do Psol não condizem com o perfil do setor agrícola. Segundo Caiado, a tentativa de boicotar a instalação da CPI é uma “busca de defender o indefensável”.

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