Condenado a 18 anos de prisão, ex-presidente da Andrade Gutierrez ficará um ano preso em casa

Otávio Azevedo teve pena reduzida por ter feito acordo de delação premiada. Executivo foi condenado por pagar propina em troca de contratos na Eletronuclear

O ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez Otávio Azevedo foi condenado pela Justiça Federal no Rio de Janeiro a 18 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa em processo da Operação Lava Jato. O juiz determinou que Otávio cumpra pena em regime domiciliar fechado com monitoramento por tornozeleira eletrônica durante um ano. O benefício foi garantido porque o empresário fez acordo de delação premiada. Caso cumpra corretamente a pena nesse período, ele progredirá para o regime semiaberto para cumprir mais dez meses de punição. Só então passará ao regime aberto, com prestação de serviços à comunidade, para mais dois anos de pena.

A sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, é definitiva, porque o Ministério Público Federal e o empreiteiro desistiram de recorrer. O caso se refere a irregularidades em contratos de obras da usina de Angra 3, da Eletronuclear. O processo já resultou na condenação de outras 11 pessoas. Entre elas, o ex-presidente da estatal Othon Luiz Pinheiro, vice-almirante da Marinha, que recorre da decisão.

Conforme a denúncia, Othon recebeu, entre 2008 e 2015, R$ 3,438 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 1,529 milhão da Engevix como propina em contratos de montagem e obras da usina de Angra 3. De acordo com a acusação, as empreiteiras que atuavam em cartel na Petrobras adotaram o mesmo procedimento na Eletronuclear.

Mais sobre Operação Lava Jato

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!