Com privatizações, governo prevê arrecadação de até R$ 30 bi em 2017

Sob orientação de Temer, os ministros realizam um levantamento do que poderá ser privatizado. Porém, governo já decidiu que não iniciará o processo de vendas antes de uma definição final sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff

A equipe econômica do governo presidente interino Michel Temer vem traçando estratégias para fechar o próximo ano com um déficit primário menor do que o de 2016 - estimado em R$ 170,5 bilhões. Com o programa de privatizações e concessões, calcula-se que o caixa do Tesouro Nacional receba entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões em 2017, informa reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

Ainda não se sabe o valor do déficit do próximo ano, e o receio da equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é de que, sem novas medidas de geração e de aumento de receitas, a União repita o rombo de 2016. O programa de concessões e privatizações tem o objetivo de arrecadar recursos para reduzir o déficit no orçamento e, com isso, sinalizar favoravelmente aos investidores. Além disso, busca-se entregar aos cuidados da iniciativa privada empresas que, na avaliação do governo, são mal administradas pela União.

Sob orientação de Temer, os ministros realizam um levantamento do que poderá ser privatizado. Entre as opções estão a venda da Caixa Seguridade, IRB, participações da Infraero em aeroportos e concessões de rodovias, portos e aeroportos. No entanto, o governo já decidiu que não iniciará o processo de vendas antes de uma definição final sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O sinal verde para as privatizações só será dado se o Senado confirmar o afastamento da petista.

Segundo a reportagem, técnicos da área econômica do governo estimam que o déficit primário em 2017 fique entre R$ 135 bilhões e R$ 150 bilhões - contando com a adoção de medidas que promovam a recuperação da economia. Entre as ações previstas, além do programa de privatizações e concessões, o Ministério da Fazenda trabalha na elaboração de ajustes de tributos e despesas como auxílio-doença.

Leia a reportagem completa no jornal Folha de S.Paulo

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