Com novas informações, PF pede que STF continue investigando Anastasia

Investigadores da Operação Lava Jato chegaram a uma casa onde o operador do esquema Jayme Alves de Oliveira Filho disse ter entregue R$ 1 milhão a pessoa parecida com o senador. A residência era ocupada por aliados políticos do tucano

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a continuidade da investigação sobre o caso do senador Antonio Anastasia (PSDB-GO). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou o arquivamento do inquérito, mas o delegado que cuida da apuração, Thiago Machado Delabary, pediu mais 60 dias ao ministro Teori Zavascki, relator dos casos da Lava Jato. A PF disse que recebeu novas informações sobre o caso. A reportagem é da Folha de S.Paulo.

O pedido de arquivamento ainda está em análise. Os ministros do Supremo costumam adotar como norma os pedidos de arquivar inquéritos quando requeridos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, novos indícios sobre suposto envolvimento do senador foram encontrados posteriormente.

Com base no depoimento do ex-agente da PF, Jayme Alves de Oliveira Filho, que era operador do doleiro Alberto Youssef, os investigadores chegaram a duas casas em Belo Horizonte. Uma das residências é onde Jayme disse ter entregado R$ 1 milhão pra uma pessoa parecida com Anastasia, em 2010. Em depoimentos posteriores, o operador não confirmou que o receptor era o parlamentar.

Com base no relato, a investigação identificou que, naquele ano, o imóvel era ocupado por um servidor público, falecido em 2013, que trabalhou na Assembleia de Minas e no gabinete de um deputado da base de Anastasia. A PF também descobriu que os antigos donos do mesmo imóvel eram integrantes do “grupo de sustentação política do senador”.

A segunda casa apontada pela investigação diz respeito a uma denúncia que chegou ao gabinete da presidente Dilma Rousseff por email, cuja remetente é moradora de Minas Gerais. Ela pediu atenção da Presidência para outro endereço no entorno da casa apontada pela PF. A Presidência encaminhou o documento ao Ministério da Justiça que, por sua vez,o remeteu à PF.

Confira íntegra da matéria da Folha de S.Paulo

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