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Com acusação de assédio a jornalista, PSB vai ao Conselho de Ética contra deputado que tatuou “Temer”

Reprodução

De pé, à esquerda, Wladimir discute com Júlio Delgado (segurando o papel)

 

No registro, seguidores do deputado aproveitam para ofender a jornalista, ao que Wladmir respondeu, em um primeiro momento, com as onomatopeias da risada (“hahaha” e “kkkk”). “Porra deputado não da pra assediar uma mais bonitinha não?”, disse um internauta, que despertou o riso virtual do parlamentar. Depois das interações ironizando os comentários dos seguidores, Wladimir passou a registrar a seguinte resposta-padrão: “Realmente não tenho nada contra o padrão estético dela, pelo contrário, como eu já disse e reitero, acho linda as mulheres de pele negra e cabelos encaracolados, enfim... O problema foi ela inventar uma ‘estória’ maliciosa e que, de fato, nunca aconteceu!”.

Na postagem, Wladimir também faz menção ao fato de ter sido flagrado, em plena votação do parecer sobre a denúncia contra Temer, pedindo fotos de nu a uma interlocutora, por um aplicativo de troca de mensagens. “E quanto ao pedido de nudes?”, quer saber um internauta. “Montagem!”, responde. “Seeeei”, duvida outro seguidor, ironizando a reposta do deputado – que, na semana passada, ao saber que tinha sido flagrado, disse que o registro fotográfico de Lula Marques foi combinado, o que o fotógrafo nega. Profissional da Agência PT, Lula diz que estuda processar o deputado devido à acusação de que armou o flagrante.

Emendas e benesses

Beneficiado com emendas e outras benesses, Wladimir foi escalado para substituir um voto contra Temer na CCJ da Câmara e, na votação que salvou Temer em plenário, fez discurso inflamado em defesa do presidente e contra a investigação e institutos de pesquisa, que registram aprovação de apenas 5% da atual gestão. Wladimir os chamou de “mentirosos” depois do resultado de que 81% dos entrevistados queriam o prosseguimento da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).

No texto publicado no Facebook, Basília também conta que o deputado, ao ser indagado sobre a natureza de sua tatuagem, fez outras colocações e até mesmo gestos desrespeitosos. Ela então relata ter feito um pedido: “Se o senhor puder ter um pouquinho mais de respeito por eu ser uma repórter e mulher”...

A conduta do deputado foi testemunhada não só pelos jornalistas, mas também por deputados que estavam no local. “Mais importante naquele momento que a ação do deputado, dirigida a mim porque eu sou mulher, foi a reação de seus pares. Os deputados Mauro Pereira (PMDB-RS) e Fábio Ramalho (PMDB-MG), o anfitrião da noite, chegaram até mim e pediram desculpas”, ressalta a Basília, acrescentando que comentários do tipo são recorrentes nos corredores do Congresso.

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