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Coaf investiga se Romário deu drible na Receita

 

O senador Romário (Podemos-RJ) está na mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Movimentações financeiras consideradas suspeitas e manutenção do patrimônio em nome de familiares são investigadas pelo órgão do Ministério da Fazenda responsável por ações de combate à lavagem de dinheiro. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, a Justiça do Rio de Janeiro está levantando os bens da família do pré-candidato a governador a pedido de um credor. Em abril, um despacho judicial sustentou que ele e seus familiares “ocultam patrimônio e/ou dissimulam valores”. O senador é suspeito de ter omitido de sua declaração de bens dois apartamentos e uma casa na Barra da Tijuca avaliados em R$ 9,6 milhões e uma lancha avaliada em R$ 1,8 milhão. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio de Janeiro.

Segundo O Globo, a embarcação está registrada em nome da irmã de Romário, Zoraidi de Souza Faria. A lancha All Mare, de 54 pés, já foi usada pelo senador no Lago Paranoá, em Brasília, e em Angra dos Reis, no Rio.

Zoraidi também aparece como proprietária de um Porsche em que Romário circula e é quem paga o IPTU da casa da Barra do senador que até hoje não está em seu nome. De acordo com a reportagem, a Justiça descobriu um saldo milionário em um plano de previdência privada mantido no Banco do Brasil por Zoraidi. A aplicação, que tinha um saldo de pouco mais de R$ 700 no fim de 2015, foi turbinada após um empréstimo de Romário à irmã e alcançou R$ 4,8 milhões.

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Conforme O Globo, além da doação, outro dado reforça as suspeitas de que Romário usa a irmã para ocultar patrimônio: o senador tem uma procuração fornecida por Zoraidi para movimentar os valores mantidos por ela. Segundo o jornal, além do plano de previdência, Romário pode manusear os recursos de Zoraidi no banco. Em novembro, contudo, a conta corrente da irmã tinha apenas R$ 64,15.

O Coaf ainda vai apurar um empréstimo de R$ 6 milhões recebido por Zoraidi da RSF Empreendimentos, cujos sócios são os pais do ex-jogador.

De acordo com O Globo, em outra frente da investigação sobre os bens ocultos, a Justiça determinou a indisponibilidade do Porsche, de um Land Rover, um Audi, em nome da mãe do senador, um Peugeot e um Hyundai. A frota está avaliada em R$ 1,3 milhão.

<< Veja a reportagem do Globo

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