Clarissa Garotinho diz que reunião de CPI foi “vergonhosa”

“O que vi aqui foi uma reunião de felicitações. Quando, na verdade, cabe a esta comissão indagar, inquirir”, protestou a deputada, antes de questionar Eduardo Cunha

A deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), filha do ex-governador Anthony Garotinho (PR), considerou “vergonhosa” a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que ouviu na manhã desta quinta-feira (12) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“O que vi aqui foi uma reunião de felicitações. Quando, na verdade, cabe a esta comissão indagar, perguntar, questionar, inquirir. E foi o que menos vi na manhã de hoje”, disse a parlamentar, antes de apresentar uma série de perguntas ao presidente da Câmara.
Em reunião encerrada no início da tarde, ela disse que não esperava outra posição do presidente da Casa a não ser se colocar a disposição da CPI para eventuais esclarecimentos, uma vez que teve o nome citado na lista de investigados encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Clarissa Garotinho quis saber se Cunha possui contas no exterior, em seu nome ou no nome de empresas; se ele já se encontrou com o doleiro Alberto Youssef ou com Fernando Soares, o Baiano; e se já se reuniu com Júlio Camargo, representante da empresa Mitsui.

Em resposta à deputada, Cunha disse que nunca esteve com Youssef ou com Baiano. “Não tive reuniões com ninguém para tratar da Petrobras. A não ser reuniões públicas para tratar de interesses do Rio de Janeiro”, declarou.

A deputada questionou também sobre um doleiro de nome Lúcio Funaro, teria pagado despesas de Cunha em Brasília. O presidente afirmou que ninguém paga suas despesas e sugeriu que a deputada que não misturasse eventuais divergências políticas com o assunto tratado pela CPI da Petrobras.

Mais sobre a Operação Lava Jato

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!