Cine Brasília sedia mostra do II Festival Internacional de Cinema LGBTI

 

Com uma bandeira nas cores do arco-íris enfeitando a enorme estátua do Troféu Candango que guarnece a entrada, o Cine Brasília recebeu nessa quinta-feira (22) a abertura do II Festival Internacional de Cinema LGBTI. A programação de filmes que tratam da temática dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo vai até o próximo dia 2 de julho, exibindo obras premiadas e reconhecidas internacionalmente.

Segundo dados da ONU, o Brasil lidera o ranking de homicídios contra pessoas LGBTI, com metade das ocorrências da América Latina reportadas à organização entre janeiro de 2008 e abril de 2016. A média de assassinatos com motivação homofóbica, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), é de um por dia.

A inauguração do segundo ano da mostra contou com a apresentação de uma peça da Cia de Teatro Bisquetes. Diariamente, o festival vai apresentar um longa e um curta-metragem. Ao todo, serão exibidos 14 filmes de 14 países diferentes, além de dez curtas selecionados a partir da campanha internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) "Livres & Iguais”.

O webdocumentário Pop Trans, que relata as dificuldades de acesso à educação e ao trabalho por homens e mulheres transexuais, será o representante brasileiro na mostra.

De acordo com Lívia Dantas, oficial de Direitos Humanos da Embaixada da Dinamarca, organizadora do festival, parte dos filmes são baseados em histórias reais, como é o caso de A Garota Dinamarquesa, cujos atores tiveram destaque no Oscar em 2016. Ela acredita que o cinema tem o poder de incentivar as “transformações sociais” e gerar o debate na sociedade.

“O filme Priscilla - A Rainha do Deserto, por exemplo, é um filme que, na verdade, é muito conhecido, mas as pessoas acabam não lembrando que a temática está lá. Alguns outros filmes que a gente vai ter, a temática está lá sendo discutida e abordada. Pode não parecer o ponto principal do filme, mas a ideia é justamente chamar a atenção, mas mostrar que é uma coisa cotidiana, do dia a dia, normal”, afirma.

Com entrada franca e programação disponível, o festival conta com o apoio e organização das embaixadas da Austrália, Bélgica, Dinamarca, dos Estados Unidos, da França e Países Baixos, da Alemanha, do Canadá, Reino Unido, da Croácia, Noruega e Suécia.

Com informações da Agência Brasil

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