Cidade de João Paulo, Osasco tem 42% de votos nulos

Dos aproximadamente 449 mil eleitores que compareceram às urnas, quase 189 mil anularam os votos. Tucano, barrado pela ficha limpa, teve 119 mil votos, de acordo com o TRE-SP

A cidade de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, registrou na eleição para prefeito 42,03% dos votos nulos. O índice é um efeito direto da candidatura do deputado estadual Celso Giglio (PSDB), que teve o registro de candidatura barrado com base na Lei da Ficha Limpa. Inicialmente, o petista Jorge Lapas, que sucedeu João Paulo Cunha (PT-SP) como candidato, foi eleito com 60,03% dos votos válidos.

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O tucano teve o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por ter as contas de 2004 da prefeitura rejeitadas pelo Tribunal de Contas e depois pela Câmara de Vereadores. Dessa forma, o juiz eleitoral da região, em primeira instância, rejeitou a inscrição de Giglio. Depois, a decisão foi confirmada pelo TRE. Ele concorreu mesmo assim, apresentando recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O TSE só deve divulgar os votos dos quase 5 mil candidatos barrados amanhã (8), quando os votos forem totalizados. Aí será possível saber o efeito da candidatura do tucano na eleição. Os números de hoje colocam o petista Lapas com 138.435 votos - 60,03% do total de válidos. O segundo colocado, Osvaldo Verginio (PSD), recebeu 38.705 votos. Das 449.689 que compareceram às urnas, 188.992 anularam os votos, ocorrendo ainda 30.071 abstenções (6,69%).

À noite, o TRE-SP divulgou que o tucano recebeu  119 mil votos, desempenho suficiente para chegar em segundo lugar e garantir o segundo turno na cidade.

Apesar de ser a cidade onde o deputado João Paulo Cunha, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, iria concorrer inicialmente a prefeito, não é possível afirmar que o julgamento do mensalão teve efeito no desempenho eleitoral. "Ainda é cedo para fazer essa análise. Afinal, o julgamento ainda nem terminou", disse a presidenta do TSE, Cármen Lúcia, evitando análisar o resultado provisório em Osasco.

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