Chinaglia é o novo líder do governo na Câmara

Indicação da presidenta Dilma Rousseff foi confirmada pelo porta-voz da presidência, Thomas Traumann. Ele assume no lugar de Cândido Vaccarezza (PT-SP)

O ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) é o novo líder do governo na Câmara. Ele foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff na tarde desta terça-feira (13) para ocupar o cargo no lugar de Cândido Vaccarezza (PT-SP). A informação foi confirmada pelo porta-voz da presidência, Thomas Traumann.

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Além de ter presidido a Câmara entre 2007 e 2009, Chinaglia foi líder do PT entre 2004 e 2005 e líder do governo Lula em 2005. No ano passado, foi relator-geral da Lei Orçamentária Anual. Durante seu tempo na presidência da Câmara, ficou conhecido pelo apelido de "cinco para as sete". O petista criou brigas com deputados pela resistência em estender as sessões plenárias e evitar o pagamento de horas extras a servidores. Para não ter que pagar hora extra, ele encerrava as sessões sempre cinco minutos antes das 19h.

Entre as opções colocadas na mesa, a de Chinaglia é que reflete o maior trânsito dentro da bancada do PT. Apesar de ter tido problemas de relacionamento com deputados do baixo clero na época da presidência da Câmara - frequentemente era classficado como arrogante pelos colegas -, Chinaglia é conhecido também pelo poder de debate e persuasão.

A escolha de Chinaglia por Dilma reforça um grupo formado por parte do PT paulista e de outras tendências do partido. O ex-presidente da Câmara foi o principal articulador da candidatura de Marco Maia (PT-RS) à candidatura da Casa em 2010. Na oportunidade, ele conseguiu mobilizar a  maior parte da bancada para tirar o então líder do governo Cândido Vaccarezza (PT-SP) da disputa. Na época, Vaccarezza tinha a preferência dos partidos aliados.

Na mesma nota que confirma Chinaglia, publicada no Blog do Planalto, Eduardo Braga (PMDB-AM) foi confirmado como líder do governo no Senado, como já era dado como certo desde ontem. Ele substitui Romero Jucá (PDMB-RR), que ocupava o cargo desde o governo Fernando Henrique Cardoso, em 2000.

Nota atualizada às 17h15

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